Lucros dos bancos de Macau sobem 14,3% até fevereiro de 2025

Os bancos de Macau alcançaram um lucro de 2,71 mil milhões de patacas, cerca de 292,2 milhões de euros, nos primeiros dois meses de 2025, refletindo um aumento de 14,3% face ao mesmo período do ano anterior. Este crescimento é impulsionado principalmente por um aumento de 24,4% na margem de juros, que se fixou em 3,09 mil milhões de patacas, ou 332,1 milhões de euros. A margem de juros é a diferença entre as receitas obtidas com empréstimos e as despesas relacionadas com depósitos.

Apesar da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) ter implementado três cortes na taxa de juro de referência em 2025, a última das quais de 0,25 pontos percentuais em dezembro, os lucros dos bancos continuam a crescer. Os empréstimos, que constituem a principal fonte de receita do setor bancário, aumentaram apenas 0,3% em relação a fevereiro de 2025, totalizando 1,05 biliões de patacas, ou 112,7 mil milhões de euros.

Por outro lado, os depósitos nos bancos de Macau registaram um aumento ainda mais significativo, subindo 7,4% para 1,42 biliões de patacas, o que equivale a 152,5 mil milhões de euros, no final de fevereiro. Este aumento nos depósitos é um indicador positivo para a estabilidade financeira da região.

Em 2025, os bancos de Macau reportaram lucros totais de 7,34 mil milhões de patacas, aproximadamente 769 milhões de euros, quase o dobro do que foi registado no ano anterior, com um crescimento de 92,7%. O ano de 2020 continua a ser o mais lucrativo para a banca da região, com lucros próximos de 17 mil milhões de patacas.

Na esfera dos bancos emissores de moeda, Macau conta com a sucursal local do Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino (BNU), que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos. O BNU, por sua vez, anunciou lucros líquidos de 431,2 milhões de patacas, ou 45 milhões de euros, uma queda em relação ao ano anterior, atribuída à diminuição das taxas de juro.

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Além disso, o crédito malparado em Macau tem mostrado uma tendência de queda, atingindo 48,8 mil milhões de patacas, ou 5,25 mil milhões de euros, após uma redução de 11,6% em 2025. A percentagem de empréstimos vencidos representa agora 4,7% do total, uma diminuição de 0,8 pontos percentuais em comparação com fevereiro de 2025. No entanto, esta percentagem sobe para 5,1% quando se considera o crédito a entidades fora da região.

A Autoridade Bancária Europeia considera que bancos com mais de 5% de empréstimos malparados enfrentam uma “elevada exposição” ao risco e devem desenvolver estratégias para mitigar essa situação. Contudo, a taxa de crédito vencido em Macau permanece distante do recorde de 25,3% registado em 2001, durante a crise económica global.

Leia também: O impacto das taxas de juro na banca de Macau.

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Fonte: Sapo

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