Privatização da TAP: Lufthansa e Air France-KLM avançam

O processo de privatização da TAP continua a ganhar forma, com a Lufthansa e a Air France-KLM a avançarem para a próxima fase, enquanto a International Airlines Group (IAG) ficou de fora. A razão principal para a IAG não ter prosseguido foi a dificuldade em obter a maioria do controlo da companhia aérea portuguesa, um fator considerado crucial para gerir e transformar o negócio.

A TAP apresenta atualmente margens operacionais de 8%, enquanto a IAG tem como meta atingir margens entre 12% e 15% nas suas operações. A falta de controlo total sobre a TAP levou a IAG a concluir que não valeria a pena investir numa empresa sem a capacidade de influenciar diretamente o seu futuro. Com a TAP avaliada em 1,5 mil milhões de euros, a participação de 45% da empresa está estimada em pelo menos 700 milhões de euros, segundo analistas da Bernstein. Este valor representa um prémio de 25% a 30% em relação a outros parceiros europeus, destacando as perspetivas estratégicas da TAP na sua operação intercontinental.

A Lufthansa, por sua vez, expressou o desejo de obter a maioria na TAP. O administrador executivo, Tamur Goudarzi-Pour, afirmou que a companhia alemã não se afastará do processo de privatização, mesmo sem a garantia de controle total. A Lufthansa defende que é essencial ter uma “palavra substancial na gestão” da TAP para assegurar o seu sucesso futuro. O gestor citou o exemplo da ITA, onde a Lufthansa nomeou o CEO e teve um papel significativo na gestão da empresa.

A Air France-KLM acredita ter uma vantagem competitiva devido à sua estrutura acionista, que inclui participações significativas dos governos francês e neerlandês. Este fator pode facilitar a interação com o Estado português durante o processo de privatização. A Air France-KLM pretende estabelecer um hub único no Sul da Europa, aumentando a conectividade com as Américas e África, o que é crucial tanto para a TAP como para a própria companhia.

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A Lufthansa planeia reforçar a operação da TAP no Porto com voos intercontinentais e posicionar Lisboa como um ponto estratégico para as suas rotas. A companhia alemã tem um histórico de aumentar a capacidade de voos em 15% a 20% após aquisições, o que demonstra o seu compromisso em não desinvestir.

O futuro da TAP está agora ligado a três mercados-chave: Brasil, Estados Unidos e Canadá. A Lufthansa sublinha que a ligação entre a América do Norte e a África lusófona via Lisboa é a mais curta, o que representa uma vantagem estratégica significativa.

Nos próximos 90 dias, as empresas interessadas realizarão a ‘due diligence’ e deverão apresentar propostas vinculativas até 1 de julho. A Parpública, entidade responsável pela privatização, terá 30 dias para apresentar um relatório ao Governo sobre as propostas não-vinculativas, avaliando o seu mérito em função dos critérios estabelecidos na legislação.

Leia também: O impacto da privatização da TAP na aviação portuguesa.

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Fonte: Sapo

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