Manuel Chang deportado para Moçambique após sete anos de detenção

Manuel Chang, antigo ministro das Finanças de Moçambique, foi finalmente deportado para o seu país de origem, após sete anos de detenção na África do Sul. A sua deportação foi concluída recentemente, segundo informações da Lusa, que confirmaram que Chang deixou a custódia das autoridades norte-americanas.

A deportação de Chang, que estava prevista para ocorrer a 26 de março, foi adiada devido a problemas com a documentação necessária para a sua passagem por Lisboa. A defesa do ex-ministro solicitou ao juiz Garaufis, do Tribunal do Distrito Leste de Nova Iorque, que garantisse a sua deportação imediata e esclarecesse quais documentos adicionais eram necessários para o processo.

O requerimento da defesa sublinhou a urgência da situação, pedindo também que Chang recebesse a medicação necessária enquanto estava sob custódia do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas dos EUA (ICE). A embaixada de Moçambique em Washington emitiu um documento de viagem de emergência, que foi aceite pelo ICE, permitindo que a deportação fosse organizada através de um voo da TAP Air Portugal.

No entanto, apesar de ter sido levado ao aeroporto de Boston, Chang não conseguiu embarcar devido à falta de aprovação das autoridades portuguesas para o seu documento de viagem. Assim, ele permaneceu sob custódia do ICE até que a situação fosse resolvida e pudesse seguir viagem para Maputo.

Manuel Chang foi detido em dezembro de 2018, no âmbito do escândalo das dívidas ocultas de Moçambique, que totalizam cerca de 2,7 mil milhões de dólares. Em janeiro de 2025, foi condenado a 102 meses de prisão por conspiração para cometer fraude eletrónica e branqueamento de capitais. A sua pena foi reduzida devido ao tempo já cumprido e ao bom comportamento demonstrado durante a detenção.

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A decisão do juiz Garaufis de não permitir a libertação antecipada de Chang, por motivos de saúde, foi um dos fatores que atrasou a sua deportação. O juiz considerou que não existiam razões “extraordinárias e convincentes” para justificar uma libertação antes do tempo.

Agora, após um longo processo legal e vários contratempos, Manuel Chang regressa a Moçambique, onde a sua situação continua a ser um tema de grande interesse público. A sua deportação marca o fim de um capítulo conturbado na política e economia moçambicana.

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Manuel Chang Manuel Chang Nota: análise relacionada com Manuel Chang.

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Fonte: ECO

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