Transportadores pedem apoio robusto do Governo para enfrentar custos

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) está a solicitar ao Governo um “pacote robusto de medidas para o setor” que ajude a enfrentar o aumento significativo dos preços dos combustíveis, que poderá atingir os 30%. Este aumento é atribuído à instabilidade provocada pela guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irão, bem como à crescente concorrência das transportadoras espanholas no mercado português.

Após uma reunião com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, a presidente da Antram, Ema Leitão, expressou a sua satisfação pelo encontro, sublinhando que o ministro está ciente da situação crítica em que se encontra o setor. “Foi-nos dito que a análise está a ser feita. Estamos a falar de apoios específicos para o setor, uma vez que o desconto de 10 cêntimos por litro apenas repõe uma situação que já existia”, referiu Ema Leitão. Este desconto, que se aplica até 15 mil litros, só é ativado quando o preço médio do gasóleo ultrapassa em mais de 10 cêntimos o valor de referência.

Neste momento, a Antram não considera a possibilidade de paragens ou medidas de luta, mas pede que o Governo implemente medidas semelhantes às que foram adotadas em 2022, após o início da guerra na Ucrânia. Essas medidas incluíram apoio ao investimento e redução fiscal.

Em declarações ao Jornal Económico, o porta-voz da Antram, André Matias de Almeida, afirmou que a Associação aguarda com expectativa que os apoios sejam disponibilizados rapidamente. “O Governo garantiu que estas medidas seriam uma realidade em breve e mostrou compreensão para a perda de competitividade que as empresas portuguesas enfrentam em relação às espanholas”, frisou.

As transportadoras espanholas beneficiam de um plano do Governo de Espanha que reduziu o IVA de 21% para 10%, resultando numa diminuição do preço dos combustíveis em até 30 cêntimos por litro. De acordo com a Antram, já há empresas espanholas a realizar cargas de mercadorias de empresas nacionais, o que agrava ainda mais a concorrência.

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André Matias de Almeida destacou o impacto significativo que o aumento dos combustíveis está a ter na tesouraria das empresas. Ele exemplificou que uma empresa com mil veículos de transporte internacional consome, em média, dois milhões e meio de litros de gasóleo por mês. “Se antes pagava cerca de 1 euro por litro, agora, em apenas quatro semanas, passou a pagar um milhão de euros a mais pelo combustível, o que representa um esforço brutal do ponto de vista financeiro”, explicou.

Na quinta-feira, 2 de abril, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou uma linha de apoio de 600 milhões de euros destinada a financiar empresas cujos custos com energia superam 20% dos seus custos de produção. Esta linha, denominada “Portugal Resiliência Energética”, será financiada pelo Banco Português de Fomento.

Recorde-se que, em 2022, na sequência da invasão russa da Ucrânia e do aumento dos preços dos combustíveis, o Governo de António Costa implementou um apoio extraordinário para o setor de transporte de mercadorias, com o objetivo de mitigar o impacto da escalada dos preços dos combustíveis.

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Fonte: Sapo

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