A Petrobras anunciou a demissão do seu diretor de logística, Claudio Romeo Schlosser, responsável pelas áreas de vendas e formação de preços de combustíveis. Esta decisão foi tomada uma semana após o Presidente do Brasil, Lula da Silva, criticar o leilão de gás de cozinha, que resultou em preços muito elevados.
O Conselho de Administração da petrolífera estatal aprovou a saída de Schlosser com efeitos imediatos. Em comunicado, a Petrobras revelou que Angélica Laureano foi nomeada para o cargo, assumindo as funções de Schlosser a partir de terça-feira, com um mandato que se estenderá até abril de 2027.
Esta demissão marca a primeira mudança significativa na liderança da Petrobras sob a gestão de Magda Chambriard, que atualmente enfrenta uma crise devido ao aumento dos preços dos combustíveis, exacerbada pela guerra no Médio Oriente. A situação tornou-se ainda mais tensa após Lula da Silva ter classificado o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) como “bandidagem”, referindo que os preços praticados estavam muito acima dos valores tabelados.
“Vamos anular esse leilão, porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, afirmou o Presidente brasileiro, sublinhando a sua preocupação com o impacto dos preços elevados sobre a população.
Além da demissão de Schlosser, a Petrobras também anunciou a nomeação de Marcelo Weick Pogliese como presidente do Conselho de Administração até à próxima Assembleia Geral. A empresa informou ainda que recebeu do Governo Federal o nome de Guilherme Mello, atual secretário de Política Económica do Ministério da Fazenda, para integrar o Conselho de Administração da Petrobras, substituindo Bruno Moretti, que assumiu o cargo de ministro do Planeamento e Orçamento.
A Petrobras destacou que todas as indicações para a alta administração serão analisadas de acordo com os requisitos legais e de integridade, uma vez que o Governo Federal é o acionista controlador da empresa. A Assembleia Geral Ordinária da Petrobras está agendada para o dia 16 de abril, onde se espera que mais decisões importantes sejam tomadas.
A situação da Petrobras reflete não apenas a instabilidade política, mas também as dificuldades enfrentadas pela empresa num contexto de preços elevados de combustíveis. A demissão de Schlosser é um sinal claro da pressão que a empresa está a enfrentar neste momento crítico. Leia também: A influência da política nos preços dos combustíveis no Brasil.
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Fonte: Sapo





