Exposição da banca europeia ao Médio Oriente é de apenas 0,5%

A exposição direta dos bancos da União Europeia (UE) e do Espaço Económico Europeu (EEE) ao Médio Oriente continua a ser bastante reduzida, mesmo face ao atual conflito na região. Segundo uma análise da Morningstar DBRS, os dados do Risk Dashboard da Autoridade Bancária Europeia (EBA) indicam que, no final de 2025, as exposições financeiras diretas dos bancos da UE/EEE a contrapartes do Médio Oriente totalizavam aproximadamente 132 mil milhões de euros.

Este montante representa apenas cerca de 0,5% do total dos ativos do setor bancário da UE/EEE, que é estimado em cerca de 29 biliões de euros. A DBRS sublinha que esta proporção demonstra uma relevância limitada para os balanços do setor bancário europeu, o que significa que os impactos imediatos, mesmo em cenários adversos, devem ser restritos.

A análise revela que a exposição está concentrada principalmente em alguns países do Golfo e em um número reduzido de bancos com uma forte presença internacional. Além disso, a maior parte dessa exposição está relacionada a dívida soberana e a contrapartes de elevada qualidade creditícia, o que diminui ainda mais a probabilidade de impactos significativos.

É importante notar que os dados da EBA não incluem bancos do Reino Unido, que, em alguns casos, apresentam exposições mais relevantes ao Médio Oriente. No entanto, a DBRS acredita que esta exclusão não altera a avaliação geral da resiliência do sistema bancário da UE/EEE.

Embora o risco direto seja considerado modesto, a agência alerta para possíveis efeitos indiretos mais significativos através de canais macroeconómicos. Fatores como o aumento da inflação, condições financeiras mais apertadas e um crescimento económico mais lento podem pressionar a qualidade dos ativos bancários, especialmente para empresas que operam ou têm relações comerciais na região afetada pelo conflito.

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Borja Barragán, vice-presidente assistente de Ratings das Instituições Financeiras Europeias da Morningstar DBRS, afirmou que “a exposição direta dos bancos europeus a contrapartes do Médio Oriente continua a ser insignificante, representando cerca de 0,5% do total dos ativos do setor bancário e limitando o âmbito dos impactos materiais de primeira ordem nos balanços”. Ele acrescentou que o conflito pode aumentar a probabilidade de pressões indiretas, o que poderá afetar a qualidade dos ativos, apesar de alguns benefícios compensatórios provenientes de taxas de juro mais elevadas.

Leia também: O impacto da inflação na banca europeia.

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Fonte: Sapo

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