Obras da Barragem do Pisão devem avançar rapidamente para garantir financiamento

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinhou a necessidade de acelerar as obras da Barragem do Pisão, localizada no Crato, distrito de Portalegre. Durante uma visita às obras de reabilitação do açude de Mosteiros, a ministra afirmou que é crucial que o projeto avance “relativamente depressa” para assegurar o financiamento já garantido. “Se não andarmos rapidamente, podemos pôr em risco o Sustentável 2030, que termina em 2028”, alertou.

Maria da Graça Carvalho lamentou os atrasos causados por processos judiciais promovidos por associações ambientalistas, que afetaram o andamento do projeto. “Esses atrasos fizeram com que o projeto Pisão saísse do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas conseguimos que fosse incluído no Programa Sustentável 2030, além de contar com apoio do Orçamento do Estado”, explicou. Apesar dos desafios, a ministra mostrou-se otimista com o início das obras do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, conhecido como Barragem do Pisão.

A Barragem do Pisão é considerada uma infraestrutura estratégica para a resiliência hídrica do distrito de Portalegre. O projeto, que conta com um investimento superior a 220 milhões de euros, abrange uma área de 10 mil hectares e implicará a submersão da aldeia de Pisão. O objetivo principal é garantir o abastecimento de água, criar novas zonas de regadio e promover a produção de energia renovável.

Além disso, na aldeia de Mosteiros, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) adjudicou a concessão para a captação de água destinada à produção de energia hidroelétrica e à reabilitação das infraestruturas hidráulicas das barragens de Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide, e das albufeiras do Poio e Racheiro, em Nisa. O presidente do grupo Águas de Portugal, Carmona Rodrigues, destacou o regresso do grupo à exploração de energia hidroelétrica, afirmando que “há uma estratégia definida para a autossustentabilidade energética”.

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O projeto prevê uma produção anual de 12 GWh e deverá estar em funcionamento pleno entre 2029 e 2030, com um investimento total de 20 milhões de euros. Também foi assinado um contrato de concessão entre o Governo e a Águas do Vale do Tejo (AdVT) para a gestão dos bens comuns do Empreendimento Equiparado a Fins Múltiplos do Aproveitamento Hidráulico da Apartadura, em Marvão, com um investimento previsto de 5,5 milhões de euros.

As obras de reabilitação no açude de Mosteiros, que começaram há cerca de sete meses, contam com um investimento de 745 mil euros, totalmente financiados pelo Fundo Ambiental. A urgência nas obras da Barragem do Pisão é, portanto, um tema central para o futuro hídrico e energético da região.

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Barragem do Pisão Nota: análise relacionada com Barragem do Pisão.

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Fonte: ECO

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