Navio turco inicia prospeção de petróleo na Somália

Um navio de perfuração turco, denominado Cagri Bey, chegou esta sexta-feira ao porto de Mogadíscio, capital da Somália, para dar início à prospeção de petróleo e gás ao largo da costa somali. A chegada do navio foi celebrada numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Energia e dos Recursos Naturais da Turquia, Alparslan Bayraktar, e do Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud.

Funcionários do porto expressaram a sua admiração pelo tamanho do navio, que possui uma proa vermelha com símbolos da bandeira turca. Este momento marca um passo importante na exploração de hidrocarbonetos na região, que tem sido marcada por décadas de instabilidade.

Em 2024, a Turquia e a Somália assinaram um acordo de “exploração e produção de hidrocarbonetos”, permitindo que a companhia petrolífera nacional turca investigue três zonas com uma área total de cerca de 15 mil quilómetros quadrados. No final desse ano, o navio Oruç Reis, também de bandeira turca, realizou pesquisas sísmicas nessas áreas, identificando uma estrutura geológica promissora para a prospeção de petróleo.

O ministro turco destacou que a profundidade da perfuração será de 3.500 metros, com a expectativa de descer até 4.000 metros abaixo do fundo do mar. Este projeto é considerado um dos mais profundos do mundo, com uma profundidade total que poderá atingir 7.500 metros.

A Turquia tem-se afirmado como um dos principais parceiros da Somália, tanto a nível militar como económico. Desde 2017, o país africano alberga a maior base militar turca no estrangeiro em Mogadíscio. Estudos realizados pelo Ministério do Comércio dos EUA estimam que as reservas potenciais de petróleo e gás na Somália possam atingir os 30 mil milhões de barris. Contudo, a produção só poderá começar após uma exploração detalhada, que normalmente demora entre três a cinco anos.

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Antes da guerra civil que devastou a Somália em 1991, várias empresas internacionais de petróleo e gás tinham acordos de exploração no país, mas acabaram por abandonar a região. Recentemente, duas empresas americanas, a Coastline Exploration e a Liberty Petroleum Corporation, estabeleceram acordos de partilha de produção com o governo somali, sinalizando um renascimento do interesse na indústria petrolífera do país.

Leia também: O impacto da exploração de petróleo na economia da Somália.

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Fonte: ECO

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