A missão Artemis II da NASA culminou com sucesso na noite de sexta-feira, quando os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion amarraram ao largo da Califórnia, exatamente 50 anos após a histórica missão Apollo. Este feito representa um marco significativo na exploração espacial, com a Artemis II a ser a primeira missão lunar desde 1972.
O comandante Reid Wiseman anunciou a aterragem com entusiasmo: “Houston, aqui Integrity. Estamos a ouvir-vos perfeitamente.” Após uma reentrada na atmosfera a mais de 30 vezes a velocidade do som, Wiseman assegurou que todos os membros da tripulação estavam bem. A missão, que teve início a 1 de abril na Flórida, levou os astronautas mais longe no espaço do que qualquer outro ser humano antes deles, trazendo consigo dados valiosos da viagem.
Durante a sua jornada, a Artemis II passou por detrás da Lua, capturando imagens impressionantes da Terra a pôr-se no horizonte lunar. A missão foi transmitida ao vivo, permitindo que o público acompanhasse este momento histórico.
A cápsula Orion aterrou nas águas do Pacífico, perto de San Diego, com a ajuda de enormes paraquedas, tal como previsto. A Marinha dos Estados Unidos foi mobilizada para resgatar os astronautas, seguindo um protocolo que remonta à época de Neil Armstrong. Este regresso seguro representa um triunfo para a NASA, que investiu milhares de milhões de dólares e enfrentou vários atrasos e incertezas sobre o futuro da exploração lunar.
Jared Isaacman, administrador da NASA, afirmou que este é apenas o começo, com planos para uma nova missão em 2027 e a ambição de aterrar na Lua em 2028, onde se pretende estabelecer uma base. O ex-presidente Donald Trump também elogiou a missão, destacando a importância de continuar a exploração espacial, com Marte como o próximo destino.
A Artemis II serviu, essencialmente, como um teste para validar a prontidão do foguetão Space Launch System (SLS) e da cápsula Orion para futuras missões. A NASA está determinada a reavivar o interesse dos cidadãos norte-americanos pela exploração espacial, e a tripulação da Artemis II espera que a sua missão inspire um momento de reflexão global.
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Fonte: ECO





