O Presidente da República, António Costa, manifestou hoje a sua tristeza pela morte do historiador Diogo Ramada Curto, que ocupava o cargo de diretor-geral da Biblioteca Nacional de Portugal. Ramada Curto, que faleceu no passado sábado aos 66 anos, foi uma figura proeminente no panorama académico e cultural português, com uma vasta obra publicada.
Na nota divulgada pela Presidência da República, António Costa expressou a sua consternação, sublinhando a importância do trabalho universitário de Diogo Ramada Curto e a sua contribuição significativa para o debate sobre a cultura e a história em Portugal. O Presidente destacou a “longa lista” de livros e artigos que o historiador publicou ao longo da sua carreira.
Diogo Ramada Curto era professor catedrático na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O seu percurso académico incluiu passagens por instituições de renome, como o Instituto Universitário Europeu de Florença, onde ocupou a Cátedra Vasco da Gama, e universidades como Yale e Brown nos Estados Unidos, bem como a École des Hautes Études em Paris.
O Presidente da República elogiou a forma como Ramada Curto abordou temas complexos, como racismo, classe social e questões de género, sempre com uma visão crítica que desafiava as narrativas tradicionais sobre a história portuguesa. António Costa referiu que o historiador se destacou por recusar uma visão dogmática da História, promovendo um entendimento mais profundo e crítico.
Além do seu papel como académico, Diogo Ramada Curto foi um dinamizador da Biblioteca Nacional, conferindo-lhe um novo caráter e transformando-a num espaço de estudo e debate. O Presidente sublinhou que, sob a sua direção, a Biblioteca Nacional tornou-se um lugar de encontro para a reflexão cultural.
Nascido em Lisboa em 1959, Ramada Curto formou-se em História e doutorou-se em Sociologia Histórica. Ao longo da sua carreira, publicou diversas obras, entre as quais se destacam “Um país em bicos de pés – Escritores, artistas e movimentos culturais” e “O colonialismo português em África – De Livingstone a Luandino”. O seu trabalho foi reconhecido com vários prémios, incluindo o Prémio PEN Clube e o Prémio Jabuti.
A morte de Diogo Ramada Curto representa uma grande perda para a cultura e a academia em Portugal. O seu legado, tanto na investigação histórica como na promoção do debate público, continuará a influenciar futuras gerações de académicos e cidadãos.
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Fonte: Sapo





