José Cassandra foi nomeado delegado permanente de São Tomé e Príncipe junto da UNESCO, uma designação que marca o regresso do país a este posto após 15 anos de ausência. O embaixador, que já representa São Tomé na Bélgica, assume agora um papel crucial na promoção da cultura e dos interesses do país na organização internacional.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe destacou a importância desta nomeação, sublinhando que a última vez que um representante do país ocupou este cargo foi em 2011. Esta nova designação é vista como um passo significativo para reforçar a presença diplomática de São Tomé e Príncipe na UNESCO, uma instituição da qual é membro desde 1980.
José Cassandra, que já foi presidente do Governo da Região Autónoma do Príncipe, tem uma ligação forte à UNESCO. Sob a sua liderança, a ilha do Príncipe foi classificada como Reserva da Biosfera em 2012, um reconhecimento que destaca a importância da biodiversidade e da conservação ambiental. No ano passado, São Tomé e Príncipe tornou-se o primeiro país do mundo a ver todo o seu território classificado como Reserva da Biosfera, um feito notável que eleva o perfil do país no cenário internacional.
Além disso, o Tchiloli, uma das expressões culturais mais significativas de São Tomé e Príncipe, foi recentemente reconhecido como património cultural imaterial da UNESCO. Este reconhecimento não só valoriza a cultura local, mas também atrai a atenção para a riqueza cultural do país, algo que José Cassandra certamente irá promover durante o seu mandato.
José Cassandra também é o representante diplomático de São Tomé e Príncipe junto da União Europeia desde 2024, o que lhe confere uma vasta experiência em questões internacionais. A sua nomeação como delegado permanente na UNESCO é vista como uma oportunidade para fortalecer as relações culturais e diplomáticas do país, promovendo iniciativas que possam beneficiar a população e preservar o património cultural.
Com esta nova função, espera-se que José Cassandra trabalhe para aumentar a visibilidade de São Tomé e Príncipe na UNESCO e, por extensão, no mundo. A sua experiência e conhecimento da organização serão cruciais para a promoção de políticas que favoreçam o desenvolvimento sustentável e a preservação da cultura local.
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Fonte: Sapo





