Aeroporto de Lisboa enfrenta falhas graves e Goucha perde com Fisco

Uma recente inspeção surpresa da Comissão Europeia revelou 14 falhas graves na gestão de recursos humanos, equipamentos e fiscalizações realizadas pela PSP no Aeroporto de Lisboa. Este relatório, elaborado em dezembro de 2025, destaca a necessidade urgente de Portugal resolver estas questões até ao final do ano, uma vez que o aeroporto é considerado uma das mais importantes fronteiras aéreas do espaço Schengen. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, reconheceu a gravidade da situação durante uma audição parlamentar, afirmando que as incongruências já estão a ser tratadas.

Além das preocupações com a segurança no Aeroporto de Lisboa, o bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, expressou dúvidas sobre o impacto das alterações propostas à lei laboral na estrutura produtiva do país. Em entrevista, Mendonça defendeu que a reforma deve ser aprovada, mas questionou se as mudanças negociadas em concertação social realmente trarão benefícios significativos. Ele sublinhou a necessidade de aumentar o número de grandes e médias empresas em Portugal, alertando que a flexibilidade da legislação laboral pode perpetuar uma estrutura económica arcaica.

Por outro lado, o apresentador Manuel Luís Goucha viu-se envolvido numa disputa com o Fisco, que resultou na perda de um processo que envolvia mais de um milhão de euros. O Centro de Arbitragem Administrativa decidiu a favor do Fisco, considerando que a empresa criada por Goucha para gerir os seus direitos de imagem foi utilizada apenas para evitar a tributação adequada. A fatura final fixou-se em 1,17 milhões de euros, incluindo impostos e juros. Apesar da derrota, Goucha ainda pode recorrer da decisão.

Em um cenário preocupante para o tecido empresarial, um estudo do European Payment Report 2026, da Intrum, revelou que 60% das empresas em Portugal enfrentam atrasos no pagamento a fornecedores, uma situação que está a travar o crescimento económico. A pesquisa indica que 10,27% das receitas empresariais são recebidas fora de prazo, um valor que ultrapassa o limiar considerado sustentável. Este problema não é apenas uma questão administrativa, mas sim um obstáculo estrutural que afeta toda a economia.

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Com a necessidade de uma abordagem mais robusta para apoiar as empresas, o secretário de Estado do Orçamento, José Maria Brandão de Brito, destacou que Portugal tem “demasiadas” pequenas e médias empresas, muitas das quais enfrentam dificuldades financeiras. O presidente executivo do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado, sugeriu uma injeção de 30 mil milhões de euros em fundos para fortalecer estas empresas e melhorar a sua competitividade no mercado global.

Aeroporto de Lisboa Aeroporto de Lisboa Aeroporto de Lisboa Nota: análise relacionada com Aeroporto de Lisboa.

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Fonte: ECO

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