O grupo sueco de eletrodomésticos Electrolux revelou um plano de reorganização que inclui a eliminação de 3.000 empregos em todo o mundo nos próximos dois anos. A empresa anunciou também um aumento de capital de 9 mil milhões de coroas suecas, cerca de 830 milhões de euros, para apoiar estas mudanças.
Num comunicado divulgado esta quinta-feira, a Electrolux destacou que o objetivo desta reestruturação é “melhorar a eficiência em todos os níveis da sua organização”. A empresa pretende otimizar a sua presença industrial global, reforçando assim a sua flexibilidade em um mercado cada vez mais competitivo.
Atualmente, a Electrolux emprega cerca de 39.000 pessoas. A reorganização inclui uma parceria com o fabricante chinês Midea, que resultará numa joint-venture responsável por parte da produção na América do Norte. Esta parceria levará à eliminação de 1.500 empregos este ano, principalmente na América do Norte.
A fábrica de Anderson, na Carolina do Norte, que se dedica à fabricação de equipamentos de refrigeração, encerrará a sua atividade para se concentrar na produção de equipamentos de lavandaria. Em contrapartida, a nova joint-venture planeia contratar 1.200 pessoas nos próximos dois anos.
Além disso, a Electrolux anunciou o encerramento da sua fábrica em Santiago, no Chile, e a cessação da produção em Jaszbereny, na Hungria, resultando na eliminação de 400 e 600 empregos, respetivamente. Estas medidas fazem parte de um esforço mais amplo para reestruturar a empresa e adaptar-se às exigências do mercado.
Em Portugal, a Electrolux tem apenas 19 trabalhadores, principalmente nas áreas de vendas e marketing, e não possui produção no país. A empresa esclareceu que o seu foco estratégico para o futuro está nas atividades ligadas ao consumidor e no fortalecimento das vendas locais.
Os recursos obtidos com o aumento de capital serão utilizados principalmente para a parceria com a Midea e para o plano de reorganização. A Electrolux também planeia destinar entre 4 a 5 mil milhões de coroas suecas, ou seja, entre 371 a 463 milhões de euros, para reforçar o seu balanço e garantir a flexibilidade financeira necessária num ambiente de mercado desafiador.
A Investor AB, holding da família Wallenberg e maior acionista da Electrolux, com quase 18% das ações, anunciou que irá subscrever o aumento de capital de acordo com a sua participação. Além disso, a Morgan Stanley e a SEB também garantiram a subscrição do montante restante da recapitalização.
Leia também: O impacto da reestruturação da Electrolux no mercado de eletrodomésticos.
corte de empregos Electrolux corte de empregos Electrolux corte de empregos Electrolux corte de empregos Electrolux corte de empregos Electrolux Nota: análise relacionada com corte de empregos Electrolux.
Leia também: Mapas eleitorais: a distorção da vontade popular em Portugal
Fonte: ECO





