A Suécia está a oferecer a Portugal a possibilidade de adquirir o caça Gripen, um avião de combate que se destaca pela sua capacidade de reabastecimento rápido e custos operacionais reduzidos. Este modelo já está em serviço em várias forças aéreas pelo mundo e pode ser uma solução viável para modernizar a frota da Força Aérea Portuguesa, que atualmente opera com os F-16, cujos anos de serviço estão a chegar ao fim.
O Gripen é um caça que pode aterrar em estradas e operar a partir de locais não convencionais, o que é uma vantagem estratégica em cenários de conflito. Daniel Boestad, vice-presidente da unidade Gripen da SAAB, afirmou que “temos um produto muito forte que pode servir bem a Portugal”. A empresa destaca que o custo total de operação do Gripen é um terço do que os concorrentes apresentam ao longo do ciclo de vida do avião.
A disponibilidade operacional do Gripen é também um ponto forte, com a empresa a garantir uma taxa de 90%, em comparação com os 50% a 60% dos seus rivais. Isso significa que Portugal poderá necessitar de menos aeronaves para manter a mesma capacidade de combate, uma vez que o Gripen oferece uma maior eficiência.
A SAAB está a explorar a possibilidade de parcerias com empresas portuguesas, como a OGMA e a Critical Software, para a montagem de componentes do Gripen em território nacional. Boestad sublinhou que “existe muito potencial para cooperarmos de muitas formas diferentes”, o que poderia trazer benefícios económicos para o país.
Apesar de algumas críticas à menor experiência de combate do Gripen em comparação com outros caças, a empresa defende a sua tecnologia avançada e a capacidade de adaptação a novas ameaças. Jussi Halmetoja, ex-piloto da Força Aérea Sueca, destacou que o Gripen já participou em operações de combate, embora a versão mais recente ainda não tenha sido testada em cenários de guerra.
Além disso, a SAAB está a expandir a sua capacidade de produção, com planos para fabricar até 30 aviões por ano, e continua a introduzir atualizações tecnológicas frequentes, garantindo que o Gripen se mantenha na vanguarda da inovação no setor da aviação militar.
A empresa também manifestou interesse em fornecer à Marinha Portuguesa o sistema de mísseis RBS15, que poderia ser integrado nas fragatas da classe Vasco da Gama. A abordagem da SAAB é clara: “Não é feito na Suécia, é feito com a Suécia”, reforçando a ideia de colaboração com os países compradores.
Com a crescente necessidade de modernização das forças armadas, a proposta do Gripen surge como uma oportunidade para Portugal fortalecer a sua defesa e garantir uma resposta eficaz a potenciais ameaças.
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Fonte: Sapo





