Tempestade Kristin: Três meses depois, a recuperação é lenta

Três meses após a passagem da tempestade Kristin, que trouxe os ventos mais fortes alguma vez registados em Portugal, a recuperação na região de Leiria continua a ser um desafio. As marcas da devastação são visíveis, com muitos habitantes ainda a lidar com as consequências da calamidade. Leonor Fiúza, uma residente da freguesia de Boavista, descreve o impacto emocional e material que a tempestade teve na sua vida. “Ficámos sem árvores, sem telhados, e perdemos animais de estimação”, lamenta.

A reparação das casas danificadas está finalmente a arrancar, mas a dimensão da empreitada tem colocado pressão sobre as empresas de construção civil da região. O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, destaca a necessidade de apoio contínuo para que a região consiga reerguer-se. “É fundamental que as pessoas percebam que a nossa capacidade empresarial só se reestabelecerá com ajuda plena”, afirma.

O Governo, que inicialmente demorou a reagir, prometeu apoios à reconstrução. Contudo, a execução desses apoios tem sido marcada por dificuldades. Paulo Fernandes, presidente da estrutura de missão de recuperação da região centro, reconhece que o processo de candidaturas foi complicado, especialmente para as famílias que enfrentaram a tempestade sem eletricidade ou comunicações. “As condições eram muito difíceis”, explica.

Apesar de algumas vozes otimistas sobre a possibilidade de cumprir os prazos estabelecidos para os pagamentos, a realidade é que 40% das candidaturas têm sido indeferidas. Gonçalo Lopes expressa preocupação com a capacidade de pagamento atempado dos apoios, enquanto Paulo Fernandes defende que a análise das candidaturas está a aumentar, com uma média de 400 candidaturas analisadas por dia.

A devastação causada pela tempestade Kristin é evidente em toda a região. Florestas arrasadas, casas danificadas e uma infraestrutura que ainda não recuperou totalmente. As operadoras de telecomunicações estão a trabalhar para repor a fibra ótica, mas o receio de novas tempestades persiste. “Se houver outra tempestade, voltaremos a enfrentar os mesmos problemas”, lamenta Lopes.

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Nos locais mais afetados, como Vieira de Leiria, a recuperação é visível, mas ainda há muito por fazer. José Évora, um empreiteiro que trabalha na reabilitação de um edifício, descreve o cenário inicial como “tudo desmontado e cheio de areia”. O objetivo é reabrir antes da época balnear, mas as cicatrizes da tempestade Kristin permanecem.

A população local sente o impacto da maresia nas suas culturas e árvores, uma consequência inesperada da destruição. A luta pela recuperação continua, mas a resiliência da comunidade de Leiria é notável. “Estamos a fazer o que podemos para voltar à normalidade”, conclui Leonor Fiúza.

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tempestade Kristin tempestade Kristin Nota: análise relacionada com tempestade Kristin.

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Fonte: ECO

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