Trump não tem pressa para acordo com o Irão, diz que tempo é aliado

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este domingo que não tem pressa em alcançar um novo acordo com o Irão. Durante uma entrevista ao canal Fox News, Trump destacou que a estratégia de pressão máxima do seu Governo está a asfixiar a economia iraniana e a sua capacidade operacional.

O líder norte-americano acredita que o tempo está a favor de Washington, sublinhando que, embora os canais de comunicação com Teerão permaneçam abertos através de aliados como o Paquistão, não sente urgência em iniciar negociações. O seu principal objetivo continua a ser impedir que a República Islâmica desenvolva armamento nuclear, considerando essa possibilidade uma ameaça existencial à estabilidade global. “Não podemos permitir que o Irão possua armas nucleares em circunstância alguma”, afirmou Trump, acrescentando que tal cenário colocaria em perigo Israel, a Europa e os próprios Estados Unidos.

Na mesma entrevista, Trump expressou descontentamento com os aliados europeus e a NATO, acusando-os de não prestarem apoio suficiente para conter o regime iraniano, apesar dos biliões de dólares que os EUA investem na proteção da Europa contra a Rússia. A tensão entre os Estados Unidos e o Irão escalou recentemente, com um ataque militar lançado por Washington e Israel a 28 de fevereiro, justificado pela inflexibilidade de Teerão nas negociações sobre o seu programa nuclear, que a República Islâmica afirma ter fins civis.

Em resposta a este ataque, o Irão fechou o estreito de Ormuz, uma via crucial para a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em vários países da região, incluindo Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Após 40 dias de conflito, Washington e Teerão acordaram um cessar-fogo de duas semanas a 7 de abril, que foi prorrogado a 21 de abril para permitir que o Irão apresentasse um plano. Este plano inclui o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca do compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo estreito de Ormuz.

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou a prorrogação do cessar-fogo, considerando-a um passo importante para o apaziguamento e a construção de confiança entre o Irão e os Estados Unidos. No entanto, a situação permanece tensa, com o Irão a manter o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo mundial, enquanto Washington continua a impedir a passagem de navios com origem ou destino em portos iranianos.

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Fonte: Sapo

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