Irão propõe abrir Estreito de Ormuz e encerrar conflito

O Irão, através do Paquistão, apresentou no domingo uma nova proposta para abrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, gás e fertilizantes. Esta iniciativa visa também pôr fim ao conflito em curso, de acordo com informações avançadas pelo Axios, citando um responsável dos Estados Unidos e outras fontes próximas do processo.

Contudo, esta nova proposta não aborda as discussões sobre o programa nuclear iraniano, que continuam a ser um ponto de discórdia. Atualmente, está em vigor um cessar-fogo indefinido entre os Estados Unidos e o Irão. No entanto, o Estreito de Ormuz permanece sob restrições, com um bloqueio por parte dos EUA e o Irão a manter a passagem praticamente fechada. Na semana passada, foram reportadas várias apreensões de navios por ambos os lados.

Apesar do cessar-fogo, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que é “impossível” abrir o Estreito de Ormuz devido a “flagrantes violações do cessar-fogo” por parte dos EUA e de Israel. Ghalibaf utilizou a rede social X (anteriormente conhecida como Twitter) para criticar o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, considerando-o uma forma de tornar a economia global um “refém”. Além disso, acusou Israel de incitar a guerra em várias frentes.

O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, reiterou a disposição do país para negociar, mas alertou que “o incumprimento de compromissos, o bloqueio e as ameaças” são obstáculos significativos a negociações genuínas. Na semana passada, as forças norte-americanas e iranianas apreenderam vários navios. Segundo a Reuters, os EUA interceptaram pelo menos três petroleiros iranianos em águas asiáticas, redirecionando-os para longe das suas posições perto da Índia, Malásia e Sri Lanka.

Entre os navios apreendidos estavam o Deep Sea, o Sevin, que transportava 65% da sua carga de um milhão de barris de petróleo, e o Dorena, que estava totalmente carregado com dois milhões de barris. A BBC também reportou que o Irão confirmou a apreensão de dois navios de carga no Estreito de Ormuz para “inspeção”, após relatos de ataques a três navios na mesma área.

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As tensões entre os EUA e o Irão continuam a ser palpáveis. No sábado, Donald Trump decidiu cancelar uma viagem do enviado especial Steve Witkoff e do seu genro, Jared Kushner, ao Paquistão, após o Irão ter deixado Islamabad. O objetivo da visita era discutir novas negociações sobre o conflito no Médio Oriente. Trump afirmou que Witkoff e Kushner estavam a “perder muito tempo” e que, se o Irão quisesse dialogar, “bastava ligar”.

No domingo, Trump reiterou que não tem pressa em alcançar um novo acordo com o Irão. Embora os canais de comunicação permaneçam abertos através de aliados como o Paquistão, o Presidente dos EUA não sente urgência em iniciar negociações. O seu principal objetivo continua a ser impedir que o Irão desenvolva armamento nuclear, considerando essa possibilidade uma ameaça à estabilidade global.

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Fonte: Sapo

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