As empresas da zona euro estão a preparar-se para um aumento significativo dos custos, estimando uma subida de 5,8% nos próximos meses. Este aumento é impulsionado pela instabilidade no Médio Oriente, conforme revela um inquérito recente do Banco Central Europeu (BCE). Além disso, as empresas preveem um aumento dos preços de venda na ordem dos 3,5%.
O inquérito, que envolveu 10.544 empresas da zona euro entre 19 de fevereiro e 1 de abril, foi publicado esta segunda-feira e apresenta uma comparação com dados anteriores. No quarto trimestre de 2025, as previsões indicavam um aumento de custos de 3,6% e um aumento de preços de 2,9%. A guerra no Médio Oriente tem sido um fator determinante para estas novas expectativas, que refletem uma pressão crescente sobre os custos operacionais.
Apesar do aumento dos custos, as expectativas de aumentos salariais nas empresas moderaram-se, fixando-se agora em 2,8%, uma ligeira descida em relação aos 3,1% do inquérito anterior. O BCE sublinha que, embora a guerra tenha impactado os preços e os custos, não teve um efeito direto nas expectativas salariais.
O inquérito também revela que a inflação prevista para o próximo ano é de 3%, um aumento face aos 2,6% do inquérito anterior. As expectativas de inflação para os próximos três e cinco anos mantêm-se estáveis em 3%. Este cenário de aumento de custos e preços pode ter implicações significativas na economia da zona euro.
As empresas, tanto grandes como pequenas e médias, reportaram um aumento nas taxas de juro dos empréstimos bancários, com 26% a afirmar que estas subiram, em comparação com apenas 12% no inquérito anterior. Além disso, 37% das empresas notaram aumentos em despesas e comissões, enquanto 14% relataram exigências mais rigorosas em termos de garantias.
As necessidades de empréstimos bancários mantiveram-se estáveis, mas as empresas percepcionam uma ligeira diminuição na disponibilidade de crédito. Para os próximos três meses, as expectativas são de que esta disponibilidade de financiamento externo possa descer ainda mais.
Este panorama levanta preocupações sobre a capacidade das empresas de gerir os aumentos de custos e a pressão inflacionária. A situação exige uma atenção especial por parte dos decisores económicos e financeiros.
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Fonte: Sapo





