O apagão que ocorreu a 28 de abril de 2025 continua a ter repercussões significativas nas empresas portuguesas, um ano após o incidente. A Galp, a maior exportadora nacional, foi uma das empresas mais afetadas, tendo a sua refinaria de Sines sido forçada a interromper a produção durante o apagão.
Em declarações recentes, o co-presidente-executivo da Galp, João Diogo Marques da Silva, assegurou que a empresa está determinada a “defender” os seus interesses na justiça “até ao fim”. O gestor sublinhou que a Galp está a trabalhar com as suas equipas jurídicas para tratar dos prejuízos resultantes do apagão. “A grande dimensão de impacto de um apagão é na refinaria e no período em que ela esteve desligada e em fase de religação”, explicou.
O impacto do apagão na economia nacional foi avaliado em mais de mil milhões de euros, o que corresponde a um dia de paragem do PIB, segundo o economista Óscar Afonso da FEUP. Este valor evidencia a gravidade da situação e a necessidade de as empresas afetadas, como a Galp, tomarem medidas para recuperar os prejuízos.
Em relação ao processo que a Repsol instaurou em Espanha, Marques da Silva mencionou que existe um “processo muito semelhante que se alarga a todo o setor”. No entanto, o gestor não forneceu detalhes sobre o estado do processo da Galp, que ainda não foi formalmente apresentado nos tribunais. As discussões internas sobre a ação legal estão em curso, mas não foi possível confirmar se o processo será instaurado em Portugal, em Espanha ou em ambos os países.
O tema é considerado “sensível” e está a ser tratado no “âmbito jurídico”, pelo que a Galp prefere não comentar sobre processos judiciais em andamento. Recentemente, a Repsol anunciou que pretende exigir 125 milhões de euros por danos nas suas refinarias em Espanha, enquanto a Moeve também planeia reivindicar 50 milhões de euros pelos prejuízos nas suas instalações.
Além disso, a Galp divulgou os seus resultados trimestrais, revelando lucros superiores a 270 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 41% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este crescimento foi impulsionado pela produção de petróleo e gás no Brasil, com a nova plataforma na área de Bacalhau a ter um papel crucial.
A empresa também destacou o “período de alta volatilidade” que enfrentou, devido a disrupções no abastecimento e desequilíbrios no mercado, resultantes da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão e do bloqueio do estreito de Ormuz. Além disso, a Galp espera concluir um acordo com a Moeve até meados deste ano, que visa a fusão das suas redes de postos de combustível e refinarias.
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Fonte: Sapo





