O Ministério das Finanças anunciou uma alteração significativa nos limites de subscrição dos Certificados de Aforro da “série F”. O limite máximo por conta de aforro passa de 100 mil euros para 250 mil euros, enquanto o limite acumulado entre os certificados da “série F” e da “série E” aumenta de 350 mil euros para 500 mil euros. Esta mudança visa facilitar o acesso dos aforradores a um produto que tem vindo a ganhar popularidade, especialmente num contexto de subida das taxas de juro.
Os CTT – Correios de Portugal, que são um dos principais canais de distribuição dos Certificados de Aforro em colaboração com o IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública), vão beneficiar diretamente com este aumento. De acordo com o analista do Caixa BI, João Miguel Lourenço, a expansão dos limites de subscrição permitirá que mais aforradores possam investir, resultando num aumento das comissões cobradas pelos CTT. Quanto maior o volume subscrito, maior será a receita gerada por estas comissões.
Com a nova possibilidade de subscrever até 250 mil euros, muitos poupadores que anteriormente atingiram o teto de 100 mil euros poderão agora continuar a investir. Esta alteração não só abre novas oportunidades para os aforradores, mas também representa um impacto positivo nas receitas dos CTT, embora a magnitude desse efeito dependa da adesão dos investidores ao novo limite.
As ações dos CTT já reagiram a esta notícia, subindo 1,73% para 6,48 euros. O despacho que formaliza esta alteração foi publicado em Diário da República e assinado pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, com efeitos retroativos a 21 de abril. O Governo justifica esta revisão como uma forma de promover a eficiência e a sustentabilidade da dívida pública portuguesa, ao mesmo tempo que se procura captar mais poupança interna.
A decisão de aumentar os limites de subscrição surge num momento em que a taxa de juro base dos Certificados de Aforro registou a maior subida em mais de dois anos, passando de 2,012% para 2,138% para as subscrições de abril. Esta valorização é impulsionada pela subida da Euribor a três meses, que serve como referência para a remuneração dos títulos do Estado.
Os novos limites refletem também o crescente interesse dos aforradores portugueses neste produto, especialmente após o ciclo de aumento das taxas de juro. Muitos investidores que antes estavam limitados pelo teto anterior agora têm a oportunidade de diversificar ainda mais as suas poupanças. Esta medida é, portanto, uma resposta às necessidades dos aforradores e uma estratégia do Estado para reduzir a dependência de financiamento externo.
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Certificados de Aforro Nota: análise relacionada com Certificados de Aforro.
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Fonte: Sapo





