O setor bancário mundial está a enfrentar um novo desafio com a introdução do modelo de inteligência artificial (IA) Mythos, desenvolvido pela Anthropic. Este sistema tem gerado preocupações significativas devido à sua capacidade de detectar e potencialmente explorar falhas na segurança informática, o que pode deixar os bancos mais vulneráveis a ciberataques.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reconhece que a cibersegurança é uma prioridade estratégica. Segundo o banco, os desenvolvimentos em inteligência artificial e outras tecnologias emergentes são monitorizados de forma contínua. A CGD destaca que a gestão do risco tecnológico envolve uma adaptação constante dos mecanismos de prevenção e resposta a ciberameaças. As equipas especializadas da CGD trabalham em articulação com as autoridades de supervisão e participam em fóruns nacionais e europeus, garantindo uma abordagem coordenada e prudente.
Por outro lado, o Millennium BCP também enfatiza a importância da segurança em todas as suas operações. Uma fonte oficial do banco sublinha que proteger clientes e dados exige processos seguros e tecnologia fiável. O BCP está atento a potenciais ameaças, como ciberataques e fraudes, e considera essencial acompanhar a evolução tecnológica. O uso responsável da inteligência artificial é uma prioridade, garantindo sempre a proteção de dados e a supervisão humana.
O Mythos, uma variante da IA da Anthropic, foi projetado para identificar falhas de segurança complexas. Quando foi revelado, o modelo conseguiu detectar milhares de vulnerabilidades de elevada severidade em sistemas operativos e navegadores web. Devido ao seu potencial, a Anthropic decidiu limitar o acesso ao Mythos a um grupo restrito de cerca de 40 empresas, incluindo grandes nomes como Amazon e JPMorgan Chase. Este acesso controlado permite que essas empresas testem o modelo e corrijam as vulnerabilidades antes de um lançamento mais amplo.
Os riscos associados ao Mythos levaram o Banco Central Europeu (BCE) a convocar reuniões com bancos da Zona Euro para discutir as implicações desta tecnologia. As autoridades dos Estados Unidos também expressaram preocupações, com o secretário do Tesouro e o presidente da Reserva Federal a alertarem para os riscos que a IA representa para a infraestrutura digital dos bancos. O CEO do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou que a instituição está “hiperatenta” às capacidades do Mythos.
Enquanto isso, reguladores financeiros do Reino Unido iniciaram uma corrida contra o tempo para avaliar os riscos de cibersegurança associados a este novo modelo da Anthropic. Discussões urgentes estão a decorrer entre o Banco de Inglaterra, a Autoridade de Conduta Financeira, o Tesouro de Sua Majestade e o Centro Nacional de Segurança Cibernética.
A crescente preocupação com os riscos da IA na segurança cibernética é um tema que promete continuar a dominar as conversas no setor financeiro. Leia também: “Como a tecnologia está a transformar o setor bancário”.
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Fonte: Sapo





