Os Certificados de Aforro Série F continuam a ser a escolha preferida dos aforradores em Portugal, destacando-se em maio ao oferecer taxas superiores às da banca em todos os prazos, que variam de 3 meses a 3 anos. As vantagens vão desde os 29 pontos base a mais em relação à banca para prazos de 3 meses, até 93 pontos base para prazos de 36 meses. Embora a CGD tenha um produto promocional a 6 meses com uma taxa de 3,00%, este está sujeito a condições restritivas, como a captação de novos capitais e montantes limitados.
Os dados do benchmark de maio de 2026, obtidos junto dos CTT, mostram que os Certificados de Aforro oferecem taxas brutas anuais que superam a maioria dos depósitos a prazo disponíveis nos principais bancos nacionais. No horizonte de 3 meses, os Certificados de Aforro Série F apresentam uma taxa nominal anual bruta (TANB) de 2,19%, sendo apenas ligeiramente superados pelo produto “Boas Vindas Net” do Bankinter, que oferece 2,25%, mas apenas para novos clientes e com um limite de 100 mil euros. As ofertas dos grandes bancos estão bem abaixo, com a CGD a praticar 1,60% no “Depósito App” e o Millennium BCP a oferecer até 1,60% com ordenado domiciliado.
Aos 6 meses, a taxa dos Certificados de Aforro mantém-se em 2,19%, enquanto a CGD oferece 3,00% sob condições específicas. Fora estas promoções, nenhum banco ultrapassa 1,55% sem restrições. A médio prazo, a atratividade dos Certificados de Aforro aumenta, com taxas de 2,33% a 24 meses e 2,38% a 36 meses, valores que a banca comercial não consegue igualar.
A análise revela que, a partir dos 12 meses, não existe depósito a prazo mais rentável do que os Certificados de Aforro. A banca tem mantido as suas taxas de juro abaixo das taxas de referência Euribor, o que reforça a posição dos Certificados como a opção mais vantajosa.
No prazo de 12 meses, que é o preferido pelos aforradores, os Certificados de Aforro registam uma taxa de 2,21%, superando todas as alternativas bancárias. O melhor produto da banca para este prazo é o “Depósito a Prazo Kids” da EuroBic e da Abanca, com 1,50%, mas destinado a menores. Para o aforrador comum, o melhor que a banca oferece é 1,45% do BPI para montantes superiores a 100 mil euros.
É importante notar que os Certificados do Tesouro, outro produto público disponível via CTT, apresentam taxas significativamente mais baixas, com 0,70% a 12 meses e 0,80% a 36 meses, ficando claramente atrás da oferta dos Certificados de Aforro.
Por outro lado, algumas condições específicas na banca permitem taxas pontualmente mais elevadas. O Bankinter, por exemplo, oferece 2,25% a três meses no “Boas Vindas Net” e 2,15% no “Top Premier” para valores acima de 50 mil euros. A CGD, com a sua taxa de 3,00% a seis meses, destaca-se, mas trata-se de uma oferta promocional com condicionantes. Para o aforrador comum, sem grandes montantes ou intenção de mudar de banco, os Certificados de Aforro continuam a ser a escolha mais sensata.
O benchmark também revela uma grande dispersão nas taxas dentro do sistema bancário. A três meses, a diferença entre a taxa mais alta (2,25%, Bankinter) e a mais baixa (0,15%, CGD para reformados) é de 210 pontos base. A doze meses, a diferença entre o melhor depósito genérico (1,45%, BPI) e o pior (0,10%, Novobanco para reformados) ultrapassa os 130 pontos base, prejudicando os clientes menos informados.
Os Certificados de Aforro têm um investimento mínimo de apenas 100 euros e um máximo de 250 mil euros por titular, sem as condições exigidas pela banca, como a domiciliação de ordenado. A subscrição pode ser feita nos balcões dos CTT ou online.
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Fonte: Sapo





