Investimento de 36 milhões no SIRESP para melhorar comunicações

O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) vai receber um investimento de 36 milhões de euros, conforme anunciado pelo Governo. Este valor, que é significativamente inferior aos 800 milhões inicialmente mencionados, representa um modelo mais viável e eficiente para a modernização da rede.

O Executivo esclareceu que os 800 milhões de euros referiam-se a um cenário teórico que previa a criação de uma infraestrutura própria para comunicações críticas, totalmente gerida pelo Estado. Esta solução, embora garantisse total autonomia tecnológica, implicaria custos elevados e um prazo de implementação muito longo. Contudo, o modelo escolhido é um “modelo híbrido”, que permitirá ao Estado manter o controlo sobre os elementos críticos da rede, ao mesmo tempo que aproveita a infraestrutura existente.

O investimento de 36 milhões será aplicado ao longo dos próximos 18 meses, com o objetivo de abordar de forma imediata as vulnerabilidades identificadas na rede SIRESP. Entre as principais medidas a serem implementadas estão a renovação das salas técnicas das estações base, que visa reduzir o risco de falhas devido a condições ambientais adversas. Além disso, as estações passarão a ter uma autonomia energética superior a 24 horas, assegurando comunicações mesmo em situações de falha prolongada de energia.

A partir de julho, o SIRESP contará ainda com quatro novas estações base móveis, que permitirão um reforço rápido da cobertura em áreas críticas e durante operações de emergência. Para garantir uma articulação eficaz entre proteção civil, forças de segurança e autoridades locais, será feita a distribuição de rádios TETRA às autarquias, permitindo um acesso direto à rede SIRESP e assegurando comunicações operacionais, mesmo quando as redes comerciais falham.

Este investimento é um passo importante para melhorar a eficácia do SIRESP e garantir uma resposta mais rápida e eficiente em situações de emergência. O Governo está empenhado em fortalecer as capacidades de comunicação em situações críticas, garantindo assim a segurança de todos os cidadãos.

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Fonte: Sapo

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