PCP criticado por ausência em sessão com presidente da Ucrânia

O PSD, CDS-PP, Chega, IL e PAN manifestaram hoje a sua indignação pela ausência do PCP na sessão solene que contou com a presença do presidente do Parlamento da Ucrânia, Ruslan Stefanchuk. Os sociais-democratas e democratas-cristãos não hesitaram em afirmar que esta atitude envergonha Portugal e os portugueses.

A cerimónia, realizada na Assembleia da República, foi marcada pela falta da bancada comunista, que, ao entrar no hemiciclo para a sua declaração política, foi recebida com protestos. Paula Santos, líder parlamentar do PCP, focou a sua intervenção na situação social e económica do país, mas a maioria dos pedidos de esclarecimento que se seguiram não abordaram o tema, preferindo criticar a postura do PCP em relação à guerra na Ucrânia.

João Antunes dos Santos, deputado do PSD, afirmou que “um partido que nega a invasão da Ucrânia pela Rússia e se recusa a receber o presidente do parlamento ucraniano” está “desfasado do que pensam os portugueses”. Para ele, a atitude do PCP é motivo de vergonha para o país. Paulo Núncio, do CDS-PP, também se juntou às críticas, pedindo desculpas à Ucrânia pela posição do PCP, que considerou “vergonhosa”.

Mário Amorim Lopes, da IL, acusou o PCP de estar “de costas voltadas para a Ucrânia” e de se submeter à Rússia. Ricardo Reis, do Chega, foi ainda mais longe, afirmando que o PCP já não representa a maioria dos trabalhadores. Inês Sousa Real, do PAN, questionou Paula Santos sobre qual seria a posição do PCP se a Rússia invadisse Portugal, provocando aplausos entre os deputados do PSD.

Em resposta, Paula Santos defendeu que os partidos à direita tentam desviar o foco dos problemas que afetam os portugueses, que se agravaram nos últimos meses. Segundo ela, estes partidos representam os interesses de grandes grupos económicos e não os dos cidadãos. “Empurrar as pessoas para a pobreza, isso é que é uma vergonha”, afirmou.

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Após a intervenção de Paula Santos, apenas Luís Testa, deputado do PCP, se centrou na situação laboral, criticando a falta de respostas do Governo para as dificuldades que o país e as empresas enfrentam. O PCP, por sua vez, emitiu um comunicado onde se opõe à visita de Stefanchuk, acusando-o de liderar uma assembleia “antidemocrática” e de estar associado a forças de extrema-direita.

A ausência do PCP nesta sessão solene levanta questões sobre a sua posição em relação a temas internacionais e à sua relevância no atual panorama político. A polémica em torno deste assunto promete continuar a gerar debate nas próximas semanas.

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Fonte: Sapo

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