Lucros da EDP caem 9% no primeiro trimestre de 2023

Os lucros recorrentes da EDP registaram uma queda de 9% no primeiro trimestre de 2023, totalizando 400 milhões de euros. Esta diminuição deve-se, em grande parte, à redução dos preços de venda de eletricidade em Portugal e Espanha, que afetou negativamente as contas da empresa.

O EBITDA recorrente da EDP também sofreu uma ligeira descida de 3%, fixando-se em 1,4 mil milhões de euros. No entanto, a EDP Renewables apresentou um desempenho positivo, com um aumento de 2% nos seus lucros, que se traduzem em 70 milhões de euros. Excluindo a variação cambial, este crescimento chega a 10%, impulsionado pelo aumento da capacidade instalada, especialmente nos Estados Unidos, e pela melhoria da eficiência operacional.

Nas redes de eletricidade, o EBITDA aumentou 9%, com destaque para um crescimento de 16% nas redes ibéricas. Este resultado é atribuído ao aumento do investimento nos novos períodos regulatórios que começaram neste trimestre, tanto em Portugal como em Espanha. No Brasil, o EBITDA das redes manteve-se estável em euros.

Por outro lado, a área de Geração Flexível e Clientes viu o seu EBITDA cair 15%. Este recuo é atribuído aos preços de venda de eletricidade mais baixos e aos custos mais elevados com serviços de sistema, que impactaram a comercialização de eletricidade a clientes finais. Apesar de um elevado volume de produção hídrica e um aumento de 7% no volume de eletricidade comercializada, a pressão sobre os preços foi significativa.

Os custos operacionais líquidos da EDP recuaram 3%, refletindo uma maior eficiência operacional, enquanto os custos financeiros líquidos aumentaram 7%, devido ao aumento do custo médio da dívida, que subiu 20 pontos base para 5,1%. A dívida líquida da empresa atingiu 15,7 mil milhões de euros, refletindo o investimento realizado e o fluxo de caixa gerado, assim como a valorização do real brasileiro face ao euro durante o trimestre.

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A EDP anunciou que o pagamento do dividendo anual, no valor total de 900 milhões de euros, ocorrerá no segundo trimestre. A empresa antecipa ainda novos encaixes financeiros através da rotação de ativos e parcerias institucionais nos Estados Unidos.

Além disso, a EDP Renováveis reviu em alta as suas perspetivas de EBITDA para 2026, prevendo um aumento de 5% para 2,2 mil milhões de euros, impulsionado por mais encaixes com a rotação de ativos, com a expectativa de atingir 300 milhões de euros.

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Fonte: Sapo

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