Os Certificados de Aforro têm ganhado destaque entre os investidores portugueses, especialmente após a recente subida das taxas Euribor e o aumento do teto máximo de subscrição. Geridos pelo IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública), estes produtos funcionam como um empréstimo dos particulares ao Estado, oferecendo uma alternativa segura de poupança.
Com um investimento mínimo inicial de 100 euros e reforços a partir de 10 euros, os Certificados de Aforro são uma escolha popular. A série F, atualmente em comercialização, permite que os investidores mantenham os certificados por um máximo de 15 anos, embora seja possível a mobilização antecipada após um período mínimo de três meses.
Mas quanto rendem os Certificados de Aforro? A taxa de juro é atualizada trimestralmente, com base na média da Euribor a três meses. Na série F, a taxa-base não pode ultrapassar os 2,5% nem ser inferior a 0%. Além disso, a partir do segundo ano, os investidores podem beneficiar de um prémio de permanência que varia consoante o tempo de subscrição. Assim, no final do prazo, a taxa bruta máxima pode atingir 4,25%, somando a taxa-base e o prémio.
Para calcular quanto pode render o seu investimento, pode utilizar o Simulador de Certificados de Aforro, disponível no Doutor Finanças. Esta ferramenta permite que os utilizadores insiram informações como o montante a aplicar, a periodicidade das subscrições e o prazo da aplicação. O simulador fornece o montante líquido final, os juros acumulados e a retenção de IRS sobre os juros.
Uma das grandes vantagens dos Certificados de Aforro é a capitalização dos juros. Os juros que vencem a cada trimestre são adicionados ao capital investido, aumentando assim a rentabilidade do investimento. Este efeito dos juros compostos, aliado ao prémio de permanência, torna os Certificados de Aforro ainda mais atrativos.
Os Certificados de Aforro da série F podem ser subscritos online através do AforroNet ou presencialmente em lojas dos CTT, Espaço Cidadão ou agências do Banco BiG. É importante lembrar que os juros estão sujeitos a uma taxa liberatória de 28%, com retenção na fonte, o que significa que não é necessário declarar estes rendimentos no IRS, a menos que o investidor opte por englobá-los.
Embora os Certificados de Aforro sejam uma opção segura e com liquidez, não são a melhor escolha para quem procura maximizar a rentabilidade das suas poupanças. O retorno tende a ser mais baixo em comparação com outros ativos financeiros, e o limite máximo de investimento de 100 mil euros pode ser um entrave para alguns investidores.
Leia também: Como escolher o melhor produto de poupança para si.
Leia também: Investir reembolso do IRS num PPR: vale a pena?
Fonte: Doutor Finanças





