Paulo Macedo, administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), manifestou-se a favor da continuidade da garantia do Estado para o crédito à habitação, enquanto a oferta de imóveis permanecer insuficiente. Durante uma conferência de imprensa, Macedo sublinhou que esta medida não deve ser a única solução para o problema da habitação, mas é necessária até que haja uma melhoria na oferta.
Atualmente, a CGD já disponibilizou cerca de 460 milhões de euros em crédito à habitação para jovens até aos 35 anos, através da garantia do Estado, o que representa aproximadamente 30% do total de crédito concedido. O Loan-to-Value (LTV) destes empréstimos é de 99% devido à garantia, mas sem ela, o valor desce para 71%. Macedo destacou que a CGD não concede crédito apenas com base nesta garantia, mas sim quando há condições para que os jovens possam pagar as suas prestações.
O presidente da CGD também comentou a preocupação do governador do Banco de Portugal em relação ao aumento do risco bancário. Apesar disso, afirmou não observar um aumento significativo do risco na carteira de crédito da CGD, com um LTV de 71% na nova produção e 61% na carteira total. O valor médio solicitado para financiamento no âmbito da garantia jovem é de 270 mil euros.
A CGD tem demonstrado um forte compromisso em ser o banco de referência para os jovens na aquisição da sua primeira habitação. Desde a adesão ao protocolo de financiamento com garantia pública do Estado, a CGD já alcançou uma produção total de 1,9 mil milhões de euros neste segmento, com cerca de 450 milhões de euros realizados apenas no primeiro trimestre de 2026. A quota de mercado da CGD neste segmento aumentou para 30,8%.
Além disso, a produção total de crédito à habitação cresceu 41% no primeiro trimestre de 2026, atingindo aproximadamente 1,6 mil milhões de euros. Este crescimento também se reflete na carteira de crédito, que aumentou em 835 milhões de euros desde dezembro de 2025, totalizando cerca de 29 mil milhões de euros. No crédito ao consumo, a CGD registou um aumento de 25% na produção, contribuindo para um total de 1,4 mil milhões de euros.
Com estas evoluções, a CGD mantém-se líder no crédito a particulares, com uma quota de 19,7%, e no crédito à habitação, com 24,2%. A instituição reafirma o seu compromisso em apoiar famílias e empresas no financiamento dos seus projetos.
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Fonte: Sapo





