A Arábia Saudita decidiu não ceder espaço aéreo nem bases militares às forças norte-americanas para a operação de escolta de navios no estreito de Ormuz, que foi suspensa. Esta informação foi confirmada por duas fontes sauditas, que preferiram manter o anonimato, e foi divulgada pela agência de notícias francesa AFP.
Apesar da recusa, as fontes indicaram que o acesso às bases militares sauditas permanece disponível para outros propósitos. A monarquia saudita, que é uma aliada próxima dos Estados Unidos, tem reiterado que não permitirá que o seu território seja utilizado para atacar o Irão.
Na terça-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o fim da operação denominada “Projeto Liberdade”, que tinha sido iniciada no dia anterior. Esta decisão surgiu após uma escalada das tensões com o Irão, que ameaçava uma trégua já instável.
De acordo com relatos da comunicação social norte-americana, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman terá reunido diretamente com Trump e recusado a utilização do espaço aéreo e das bases sauditas para a operação. Uma das fontes afirmou: “A Arábia Saudita não autorizou os voos para a operação. O acesso às bases mantém-se, mas os voos destinados a apoiar esta operação não foram autorizados”.
A posição de Riade contrasta com a iniciativa de Trump, que considerou que a operação poderia agravar ainda mais a situação na região. O vice-ministro da Diplomacia Pública saudita, Rayed Krimly, sublinhou nas redes sociais que o reino mantém a sua posição em favor do desanuviamento e das iniciativas de negociação.
Na quinta-feira, os Estados Unidos realizaram bombardeamentos a instalações militares iranianas, em resposta a ataques a vários dos seus navios no estreito de Ormuz. Os Emirados Árabes Unidos também relataram um ataque com drones e mísseis provenientes do Irão. Apesar das tensões, Trump afirmou que o cessar-fogo entre Washington e Teerão, em vigor desde 8 de abril, continua a ser respeitado.
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Fonte: Sapo





