Lucros da banca em Portugal sobem para 1,3 mil milhões até março

O primeiro trimestre de 2023 revelou-se positivo para os maiores bancos em Portugal, que conseguiram aumentar os seus lucros para 1,3 mil milhões de euros, mesmo face às tempestades que afetaram várias regiões do país e ao início do conflito no Irão. Estes fatores, que normalmente trariam incerteza à economia, não tiveram um impacto negativo nos resultados do setor bancário.

A descida das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) nos últimos dois anos começa a refletir-se na margem financeira dos bancos. No caso da Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander Portugal, BPI e Novobanco, que detêm mais de 70% do mercado, a margem entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos contraiu mais de 1%, totalizando 2,19 mil milhões de euros nos três primeiros meses do ano.

Este cenário ajuda a explicar a quebra de resultados do Santander e do BPI, que registaram descidas nos lucros de 9,8% e 2,95%, respetivamente. Por outro lado, a CGD, o BCP e o Novobanco conseguiram contrariar a tendência. A CGD obteve quase 400 milhões de euros em resultados, enquanto Paulo Macedo, CEO da CGD, afirmou que o desempenho do setor para o restante ano dependerá em grande parte da evolução das taxas de juro. Macedo acrescentou que a situação poderá ser afetada por fatores externos, como a continuidade da guerra e o bloqueio do estreito.

O BCP, liderado por Miguel Maya, beneficiou do seu negócio na Polónia, onde o Bank Millennium está a libertar-se dos créditos em francos suíços, resultando em ganhos significativos. O Novobanco, por sua vez, conseguiu melhorar a rentabilidade dos seus capitais próprios, alcançando um ROTE de quase 20%, embora a sua margem tenha caído.

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Além disso, a garantia pública para jovens na compra da primeira casa tem sido um tema relevante no setor. O Governo aumentou o plafond para 750 milhões de euros, uma medida bem recebida pelos banqueiros, embora o Banco de Portugal esteja atento aos riscos que esta pode representar. Apesar das preocupações, os líderes do BPI e do BCP não veem um aumento significativo no risco associado ao crédito concedido aos jovens.

A carteira de empréstimos à habitação dos principais bancos está a crescer mais de 10%, atingindo 108 mil milhões de euros, impulsionada pela garantia do Estado.

Os custos operacionais dos bancos subiram ligeiramente, mas mantiveram-se estáveis, o que permitiu aos bancos manter níveis de eficiência elevados. Embora muitos bancos tenham reduzido o número de trabalhadores, o BPI destacou-se ao aumentar a sua força de trabalho em 269 pessoas, justificando esta decisão com a necessidade de investimento em novas tecnologias e na melhoria do serviço ao cliente.

Leia também: A evolução do crédito à habitação em Portugal.

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Fonte: ECO

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