No passado dia 9 de maio, Vladimir Putin participou nas comemorações do 81.º aniversário da vitória do Exército Vermelho sobre a Alemanha nazi, onde fez uma declaração sobre o atual conflito na Ucrânia. O presidente russo afirmou que, apesar do apoio da NATO ao que chamou de “força agressiva”, o Exército russo continua a avançar. Esta afirmação foi feita durante um desfile na Praça Vermelha, que ocorreu no primeiro dia de uma trégua temporária aceita por Kiev.
Putin sublinhou que as tropas russas que combatem na Ucrânia estão a seguir a tradição dos soldados soviéticos que lutaram na Grande Guerra Patriótica, que decorreu entre 1941 e 1945. “Celebramos com orgulho e amor pelo nosso país, com a compreensão de que o nosso dever comum é defender os interesses e o futuro da pátria”, afirmou.
O presidente russo recordou que o Exército Vermelho “salvou” não apenas a União Soviética, mas também a Europa, que, segundo ele, havia capitulado perante o avanço de Hitler. “A lealdade à pátria é a verdade suprema”, disse Putin, que tem um histórico familiar ligado à II Guerra Mundial, uma vez que o seu pai combateu nesse conflito.
Durante o desfile, que durou 45 minutos e foi marcado pela ausência de armamento pesado, o ministro da Defesa russo, Andréi Beloúsov, informou Putin que as tropas estavam prontas para iniciar a marcha. Este ano, a parada foi realizada sem os tradicionais equipamentos militares, uma medida justificada pelo Kremlin devido a uma alegada ameaça terrorista proveniente da Ucrânia.
A segurança foi reforçada em Moscovo, com a internet móvel a não funcionar no centro da cidade e as ruas a apresentarem-se quase desertas. Apenas cinco líderes estrangeiros estiveram presentes no evento, incluindo os presidentes da Bielorrússia e do Cazaquistão, enquanto nenhum líder ocidental compareceu.
A cerimónia teve lugar num contexto de tensões elevadas, com receios de ataques de drones ucranianos e represálias russas. No entanto, a trégua de três dias, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, trouxe uma pausa temporária à violência. Trump expressou esperança de que este cessar-fogo representasse “o começo do fim de uma guerra muito longa, mortal e difícil”.
O presidente ucraniano aceitou a trégua e ordenou ao Exército que não atacasse durante o desfile. Moscovo também confirmou a aceitação da trégua e a troca de prisioneiros, destacando que “a Praça Vermelha é menos importante para nós do que a vida dos prisioneiros ucranianos que podem ser repatriados”.
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Fonte: Sapo





