Lisboa e Vale do Tejo: Competitividade e Coesão na Europa

Celebrar o Dia da Europa é um momento de reflexão sobre a responsabilidade política que todos temos. A Europa enfrenta um dos períodos mais desafiantes da sua história recente, exigindo uma ação clara e estratégica. Para garantir a competitividade, é essencial que a União Europeia se baseie nos valores da coesão e da convergência.

A invasão da Ucrânia revelou fragilidades no projeto europeu, desde a dependência energética até à vulnerabilidade geopolítica. A instabilidade no Médio Oriente também pressiona os mercados e afeta a coesão interna da União Europeia. Neste contexto, a Europa deve agir sem hesitações, reforçando a sua autonomia estratégica e capacidade de resposta.

É fundamental reconhecer que não haverá segurança nem soberania europeia sem uma competitividade económica robusta. E esta competitividade não será sustentável sem uma política de coesão forte. É necessário competir nas áreas em que somos mais fortes, sem deixar ninguém para trás.

A Política de Coesão não é um instrumento ultrapassado; pelo contrário, é uma alavanca essencial para o futuro da Europa. Ela assegura que o investimento europeu chega a todos os territórios, reduzindo desigualdades e criando condições para que cada região contribua para o crescimento europeu. Fragilizar esta política seria um erro estratégico.

O debate sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual (2028–2034) traz esta questão à tona. O relatório Draghi sublinha a necessidade de um salto qualitativo na competitividade da Europa a nível global. O novo Fundo Europeu de Competitividade, com um orçamento de 409 mil milhões de euros, além de 41 mil milhões do fundo de inovação, visa fortalecer a competitividade industrial da UE. Este fundo integra 14 instrumentos existentes, focando em tecnologias estratégicas, transição verde e digital, defesa, saúde e biotecnologia, criando um “portal único” para financiamento. Contudo, é crucial que este avanço não comprometa a coesão territorial, fundamental para o futuro da Europa.

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O verdadeiro desafio reside em equilibrar estas duas dimensões: aumentar o investimento estratégico sem abandonar os territórios que necessitam desse apoio para convergir e prosperar. Não se trata de escolher entre coesão e competitividade, mas de garantir que uma fortalece a outra.

Neste cenário, a Região de Lisboa e Vale do Tejo emerge como uma oportunidade competitiva significativa. A recente reorganização em três NUTS II (Grande Lisboa, Península de Setúbal e Oeste e Vale do Tejo) não é apenas uma mudança administrativa, mas um passo político importante para desenvolver estratégias de crescimento mais eficazes e adaptadas a cada território. Isso implica reconhecer a diversidade interna e dotar a região de ferramentas para enfrentar os seus desafios.

Lisboa e Vale do Tejo possuem condições únicas para liderar este novo ciclo, com uma concentração de conhecimento, capacidade empresarial e redes institucionais que podem afirmar a região como um motor de competitividade a nível nacional e europeu. Contudo, essa ambição requer continuidade e previsibilidade no apoio europeu.

Assim, neste Dia da Europa, a inauguração da representação da NUTS II Oeste e Vale do Tejo em Bruxelas assume um significado político relevante. Não se trata apenas de um novo espaço institucional, mas sim de uma afirmação de presença, influência e compromisso com o futuro da Europa.

A Europa constrói-se nos seus territórios, onde se decide a capacidade de resistir, inovar e liderar. Lisboa e Vale do Tejo estão prontos para assumir esse compromisso!

Leia também: O impacto da coesão na competitividade das regiões europeias.

Lisboa e Vale do Tejo Lisboa e Vale do Tejo Nota: análise relacionada com Lisboa e Vale do Tejo.

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Fonte: ECO

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