A EDP está a redefinir a sua estratégia nos Estados Unidos, abandonando a forte aposta na energia eólica e concentrando-se na energia solar e em soluções de armazenamento com baterias. Esta mudança de foco foi anunciada pelo presidente-executivo da empresa, Miguel Stilwell d’Andrade, que sublinhou que “nos Estados Unidos, é praticamente só solar e baterias neste momento”.
A transição para a energia solar surge num contexto em que a aprovação de projetos eólicos enfrenta atrasos significativos. O governo norte-americano, sob a administração de Trump, tem dificultado a aprovação de projetos eólicos, especialmente aqueles que requerem a autorização do ministério da Defesa. Atualmente, existem 165 projetos em espera, alguns deles aguardando luz verde há mais de seis meses, quando anteriormente o processo era muito mais célere, conforme relatado pela American Clean Power Association.
Apesar de a EDP ter um projeto eólico em desenvolvimento nos EUA, o gestor afirmou que já possui todas as licenças necessárias. Contudo, até 2028, a empresa não prevê o lançamento de novos projetos eólicos no mercado norte-americano. “Obviamente, se fosse mais fácil, eventualmente até poderíamos desenvolver mais”, acrescentou Stilwell d’Andrade.
Além da mudança na sua estratégia de investimento, o gestor também comentou sobre a possibilidade de uma nova taxa sobre lucros extraordinários em Portugal, afirmando que “não faz sentido” para o setor elétrico. A EDP espera que, tal como nos anos de 2022 e 2023, a empresa fique de fora desta taxa.
Recentemente, a EDP apresentou os seus resultados financeiros, revelando que a EDPR, a sua subsidiária de energias renováveis, registou um aumento de 36% nos lucros, alcançando 70 milhões de euros, impulsionada pela construção de novas centrais. Em contrapartida, a EDP viu os seus lucros recuarem 12%, totalizando 378 milhões de euros, devido à diminuição nos preços de venda.
A mudança de foco da EDP para a energia solar reflete uma tendência crescente no setor energético, onde a energia solar se torna cada vez mais relevante. A empresa está a alinhar-se com as necessidades do mercado e as exigências ambientais, apostando no futuro sustentável.
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Fonte: Sapo





