A situação financeira do FC Porto tem vindo a melhorar significativamente, especialmente após o regresso à Liga dos Campeões na próxima temporada. Desde que André Villas Boas assumiu a liderança do clube em 2024, as contas dos dragões passaram de apenas oito mil euros na conta para um cenário mais promissor, impulsionado pela conquista do título nacional e pelo encaixe de milhões na competição europeia.
Após um hiato de títulos desde a época 2021/22, o FC Porto conseguiu quebrar a sequência de vitórias do bicampeão Sporting e do Benfica, que também investiu fortemente. Este ano, a SAD do FC Porto fez o maior investimento da sua história, ultrapassando os 102 milhões de euros. Os resultados financeiros refletem essa mudança, com a SAD a apresentar relatórios equilibrados. No primeiro semestre da atual temporada, o FC Porto registou um lucro de 1,9 milhões de euros, um aumento de 1,3 milhões em comparação com o mesmo período da época anterior.
Este resultado positivo foi impulsionado por 41,6 milhões de euros em transferências de jogadores e receitas operacionais que se aproximam dos 81 milhões de euros, mesmo sem contar com as receitas da Liga dos Campeões. Este valor é crucial para a saúde financeira da SAD e representa uma melhoria de quase 4 milhões em relação ao ano passado.
Além disso, a dívida financeira líquida da SAD foi reduzida de 46,4 milhões, totalizando agora 517,2 milhões de euros. O capital próprio também apresentou uma leve melhoria, embora ainda se mantenha negativo em 6,2 milhões de euros. Esta recuperação deve-se em grande parte à reestruturação financeira implementada pela direção do clube, que resultou num empréstimo de 115 milhões de euros a 25 anos. Esta operação ajudou a reduzir os custos financeiros e estabilizou as contas, como se pode observar no lucro de 39,2 milhões obtido na época 2024/25.
No entanto, nem tudo são boas notícias. O último relatório da SAD revela um aumento preocupante nos custos com pessoal, que dispararam 34% no primeiro semestre, atingindo 51,2 milhões de euros. Este aumento de 13 milhões em relação ao ano anterior deve-se à integração da FC Porto – Serviços Partilhados, rescisões de contrato e ao inevitável aumento salarial da equipa. Além disso, a SAD enfrenta um défice relacionado com jogadores que ascende a 149 milhões de euros, com 162,1 milhões a pagar e apenas 12,7 milhões a receber, o que pode pressionar a tesouraria do clube.
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Fonte: Sapo





