A administração de Donald Trump está a preparar uma viagem à China na próxima semana, e planeia convidar os CEOs de grandes empresas como Nvidia, Apple, Exxon e Boeing para acompanhá-lo. Segundo fontes próximas do assunto, a lista de convidados pode ainda incluir executivos de outras empresas influentes, como Qualcomm, Blackstone, Citigroup e Visa, à medida que os líderes empresariais tentam garantir um lugar neste grupo seleto.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o representante comercial, Jamieson Greer, e o embaixador dos Estados Unidos na China, David Perdue, estão a sugerir nomes para a viagem. O objetivo principal desta cimeira é prolongar a trégua comercial estabelecida entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping, durante o encontro que tiveram em outubro na Coreia do Sul. Além disso, o diálogo sobre segurança em inteligência artificial (IA) está também em discussão, conforme reportado pelo Wall Street Journal.
Trump chega a Pequim num momento delicado, uma vez que a guerra com o Irão continua a ser um tema controverso. Apesar de o conflito ter demorado a ser resolvido, as suas repercussões globais são inegáveis, e muitos países consideram a guerra precipitada. A China, por sua vez, tem mantido uma postura neutra em relação a este conflito, vendo-o como uma manifestação de violência de uma superpotência a tentar afirmar a sua hegemonia sobre um adversário mais fraco.
Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão esteve em contacto com o seu homólogo chinês, e, embora pouco tenha sido divulgado sobre as conversações, a atmosfera entre os dois parecia cordial. A viagem à China de Trump, com a presença de líderes empresariais, poderá ser uma oportunidade para discutir não só o comércio, mas também a estabilidade regional e a cooperação em áreas como a tecnologia.
A inclusão de CEOs de grandes empresas na viagem à China reflete a importância que a administração Trump atribui às relações comerciais entre os Estados Unidos e a China. A colaboração entre estas potências económicas é crucial para a estabilidade do mercado global. Leia também: A importância do comércio bilateral entre EUA e China.
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Fonte: Sapo





