Francisco Proença de Carvalho: A Advocacia como Liberdade

Francisco Proença de Carvalho, advogado e fundador do escritório Proença de Carvalho, foi o 77º convidado do podcast “E Se Corre Bem?”. Embora tenha crescido num ambiente familiar ligado ao direito, não foi desde cedo que decidiu seguir a carreira do pai. Inicialmente, o seu sonho era ser jornalista, uma paixão que se manifestou na escrita de artigos e blogues. No entanto, a sua trajetória tomou um rumo inesperado.

“Quando comecei a crescer, a primeira profissão que quis seguir era jornalista. Sempre gostei de escrever, mas ao entrar no curso de direito, a minha visão começou a mudar”, explicou Proença de Carvalho. Com o tempo, o advogado adaptou-se ao curso e à prática da advocacia, abandonando a ideia inicial de ser jornalista.

Após concluir a licenciatura, Francisco decidiu estagiar no escritório familiar, que contava apenas com seis colaboradores. “O meu pai sugeriu que aprendesse com ele e ajudasse a desenvolver o projeto”, recorda. Assim, ele ingressou no negócio familiar e participou na transformação do escritório, que evoluiu para uma sociedade de advogados e, posteriormente, para uma empresa ibérica, a “Uría Menéndez – Proença de Carvalho”. Esta fusão, que ocorreu em 2010, foi vista por Francisco como uma “integração virtuosa”.

“Colocar em Portugal a Uría Menéndez – Proença de Carvalho foi um grande desafio, mas permitiu-nos compreender a advocacia empresarial e internacional”, afirmou. Após 14 anos, Proença de Carvalho decidiu seguir o seu próprio caminho, considerando a possibilidade de integrar outras sociedades de advogados. Contudo, em pouco tempo, surgiu a ideia de refundar o seu próprio escritório.

“Em poucas semanas, percebi que queria levar a cabo um projeto meu. Um estudo de mercado revelou que o nome Proença de Carvalho era um dos mais reconhecidos na advocacia portuguesa”, disse. Assim, decidiu dar uma nova vida à marca, mantendo os valores que aprendeu com o pai, como rigor, confiança e proximidade. “É uma homenagem ao meu pai e ao legado que ele deixou”, acrescentou.

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Francisco Proença de Carvalho enfatiza que a advocacia deve ser um espaço de liberdade. “A advocacia, para mim, sempre foi um exercício de liberdade. Quero criar uma cultura onde a individualidade dos advogados seja respeitada”, explicou. Ele defende que a diversidade de modelos de advogados é fundamental para o sucesso do escritório.

Além disso, Proença de Carvalho acredita que a confiança e a empatia são essenciais na relação com os clientes. “No final do dia, são os clientes que escolhem os advogados. Defender uma pessoa no seu momento mais difícil é o que dá sentido à minha profissão”, afirmou. Para promover um lado mais humano da advocacia, lançou recentemente o podcast “Outras Causas”, onde pretende dar voz a personalidades do setor.

“Quero mostrar que por trás das marcas existem pessoas com cultura e visão. A advocacia é vital para as democracias”, concluiu. Francisco Proença de Carvalho continua a trabalhar para dar uma nova imagem à advocacia, focando-se na importância do lado humano da profissão.

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Fonte: ECO

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