Kiev e UE rejeitam Schroeder como mediador nas negociações de paz

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, expressou a rejeição da Ucrânia à proposta de que o antigo chanceler alemão, Gerhard Schroeder, atue como mediador europeu nas negociações para terminar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Esta declaração foi feita em Bruxelas, antes do início do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE). Sybiha afirmou: “Não apoiamos de todo um candidato assim”, referindo-se a Schroeder, que foi sugerido pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Sybiha sublinhou que existem “muitos outros líderes” que poderiam desempenhar um papel de mediador nas negociações de paz. O ministro destacou a importância do papel da UE, considerando-o complementar ao trabalho que já está a ser realizado pelos Estados Unidos. “As conversações de paz principais são lideradas pelos Estados Unidos, mas a Europa também pode ter um novo papel”, disse Sybiha, enfatizando que não se tratam de negociações alternativas, mas sim de uma via complementar.

A Alemanha também se distanciou da ideia de que Schroeder possa ser mediador nas conversações de paz. O ministro para os Assuntos Europeus, Gunther Krichbaum, afirmou que o antigo chanceler não demonstrou ter a imparcialidade necessária para atuar como mediador. “Ele está claramente influenciado por Putin”, acrescentou Krichbaum, que defendeu que a neutralidade de um mediador é essencial e que este deve ser aceite por ambas as partes envolvidas.

O chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, afirmou que a decisão sobre quem representará a UE em futuras conversações de paz com a Rússia caberá aos 27 Estados-membros. Tajani sublinhou que “a Europa escolherá o negociador da Europa, não a Rússia”, e considerou António Costa, presidente do Conselho Europeu, como um “nome prestigiado” para essa função.

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A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, também rejeitou a ideia de Schroeder como mediador, citando os seus vínculos com empresas estatais russas após o seu mandato como chanceler. Kallas referiu-se a Schroeder como um “lobista de alto nível” para esses interesses. O antigo chanceler, que governou a Alemanha entre 1998 e 2005, é uma figura controversa devido às suas ligações com a Rússia e à sua defesa da dependência energética da Alemanha em relação a Moscovo.

Em 2022, Schroeder renunciou ao cargo no conselho de administração da Gazprom, uma gigante do gás russo, em resposta à pressão internacional após a invasão da Ucrânia. O seu partido, o Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), chegou a discutir a sua expulsão, mas essa medida nunca foi concretizada. A rejeição de Schroeder como mediador nas negociações de paz reflete a complexidade e a sensibilidade das relações internacionais atuais.

Leia também: O papel da UE nas negociações de paz sobre a Ucrânia.

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Fonte: ECO

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