Estamos a meio do prazo para a entrega da declaração de IRS, que termina a 30 de junho. A experiência mostra que a pressa raramente é uma boa conselheira. Até agora, mais de dois milhões de famílias já submeteram as suas declarações, o que representa cerca de metade do total do ano passado. Este número indica uma certa cautela por parte dos contribuintes.
As alterações nas retenções na fonte ao longo de 2025 tiveram um impacto imediato no rendimento disponível mensal de muitos. No entanto, esse alívio que se sentiu ao longo do ano pode agora resultar em reembolsos mais baixos ou até em valores a pagar na hora da liquidação do IRS. Este cenário, embora esperado, continua a surpreender alguns, especialmente aqueles que submetem a declaração sem uma análise prévia cuidadosa. Quantos contribuintes se deparam, pela primeira vez, com impostos a pagar?
A utilização do IRS automático tem-se generalizado, mas é crucial validar as informações. Confirmar o agregado familiar, os rendimentos e as deduções é um passo essencial antes da submissão. Não são raros os casos de rendimentos incorretamente declarados ou retenções na fonte que não correspondem à realidade. A escolha entre tributação conjunta e separada deve ser sempre suportada por simulações, pois a opção escolhida pode resultar em perdas financeiras evitáveis.
Um ponto a destacar são os dependentes. Para efeitos fiscais, os filhos e outros dependentes têm critérios específicos que devem ser respeitados. É importante lembrar que, salvo exceções, os dependentes não podem fazer parte de mais do que um agregado familiar. Além disso, a situação familiar deve ser reportada a 31 de dezembro do ano em questão.
Outro aspecto relevante é o regime de IRS Jovem, que permite uma redução significativa do imposto para jovens trabalhadores. Contudo, a sua aplicação exige a verificação dos critérios de elegibilidade e a confirmação de que o benefício está refletido na declaração. Muitas vezes, este regime não é aplicado corretamente, resultando em resultados fiscais não otimizados.
Num contexto fiscal cada vez mais exigente, a abordagem deve ser clara: verificar, validar e simular. Ignorar estes passos pode levar a um pagamento excessivo de impostos ou à perda de reembolsos a que se tem direito. É fundamental ter atenção a estes detalhes para evitar surpresas desagradáveis.
Além disso, existem mínimos a considerar. Se o cálculo resultar em um valor inferior a 10 euros a favor do contribuinte, esse montante não será reembolsável. Por outro lado, se o montante a pagar for inferior a 25 euros, não haverá cobrança do imposto.
Como se costuma dizer, “até ao lavar dos cestos, é vindima”. Portanto, até 30 de junho, é importante não deixar tudo para os últimos dias e garantir que a entrega da declaração de IRS seja feita de forma informada e otimizada. Leia também: Como podem as famílias poupar no IRS?
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Fonte: ECO





