O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou esta segunda-feira que o cessar-fogo com o Irão está “por um fio”. Esta afirmação surge após a rejeição da resposta de Teerão à mais recente proposta de paz apresentada por Washington. A tensão no Médio Oriente aumenta, levantando preocupações sobre um possível retorno ao conflito armado.
Após a apresentação de uma proposta pelos Estados Unidos para reabrir as negociações, o Irão respondeu no domingo com uma proposta que visava o fim da guerra em várias frentes, incluindo no Líbano, onde Israel continua a realizar ataques contra militantes do Hezbollah. No entanto, Trump rejeitou a resposta iraniana poucas horas depois, afirmando que a proposta recebida era a “mais fraca até agora”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, defendeu que a resposta do Irão continha propostas razoáveis e generosas, não apenas para o país, mas para a região e o mundo. Baqaei responsabilizou os Estados Unidos e Israel pela interrupção da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, afirmando que Washington age com base em “visões unilaterais”.
“Devemos ter em mente que as ações dos Estados Unidos e do regime sionista nos últimos 70 a 80 dias interromperam a liberdade de navegação”, disse Baqaei. Ele sublinhou que qualquer intervenção externa na Ásia Ocidental apenas complicaria a situação, referindo-se à intenção de países como França e Reino Unido de enviar navios de guerra para a região.
Baqaei também comentou a decisão do Egito de enviar caças para os Emirados Árabes Unidos, afirmando que o Irão rejeita qualquer medida que perturbe a segurança na região. Apesar das tensões, o porta-voz destacou que as relações entre o Irão e o Egito são baseadas no respeito mútuo.
A situação no Médio Oriente está a ser acompanhada de perto, especialmente com a visita de Trump à China, onde se espera que Pequim possa desempenhar um papel na mediação do conflito. Baqaei afirmou que a China está ciente da posição do Irão e das pressões que o país enfrenta.
Enquanto isso, os preços do petróleo continuam a subir, com os contratos futuros de petróleo Brent a aumentarem 2,7%, ultrapassando os 104 dólares por barril. O impasse no Estreito de Ormuz, que está praticamente fechado, e a redução das exportações de petróleo estão a contribuir para esta subida. A produção da OPEP caiu para o nível mais baixo em mais de duas décadas, segundo a agência Reuters.
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Fonte: Sapo





