Retorno do investimento em ensino superior em Portugal é elevado

Um recente estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) revela que cada euro investido em ensino superior em Portugal gera, em média, 13,7 euros em ganhos salariais ao longo da vida. Esta relação custo-benefício é considerada “muito boa” em termos absolutos, mas a realidade do dia-a-dia das famílias portuguesas é mais complexa. Os autores do estudo alertam que os custos associados ao ensino superior podem ser um “sério obstáculo” ao acesso a esta formação.

Portugal é o segundo país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com os custos individuais de ensino superior mais baixos. Os custos diretos, como propinas e materiais, são comparáveis aos de vários países europeus. Além disso, os custos indiretos, que incluem rendimentos não auferidos enquanto se estuda, são também “particularmente baixos”. No entanto, os rendimentos médios em Portugal são “comparativamente baixos”, o que torna os custos iniciais mais onerosos para muitas famílias.

Os dados mostram que os custos do ensino superior, em relação ao PIB per capita, são elevados. Os rendimentos não auferidos representam 34% do PIB per capita, enquanto os custos diretos rondam os 26%. Esta situação evidencia que os custos iniciais, como propinas e despesas, podem dificultar o acesso ao ensino superior. Os autores do estudo sublinham que é essencial enfrentar estes desafios para promover a equidade e melhorar a eficiência do sistema educativo.

O modelo de financiamento do ensino superior em Portugal está sob pressão. As famílias suportam 30% das despesas de funcionamento das instituições, em comparação com apenas 13% na União Europeia. O estudo recomenda uma adequação do financiamento público aos benefícios do ensino superior, além de garantir que as bolsas de estudo atendam às necessidades dos estudantes de baixos rendimentos.

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O estudo também destaca que a percentagem de jovens adultos com ensino superior em Portugal quadruplicou nos últimos 25 anos, passando de 11% para 43%. Apesar de Portugal estar mais próximo da média comunitária, ainda está abaixo de países como Espanha e França. A maioria dos alunos que ingressam no ensino superior provém do ensino secundário não profissional, com uma taxa de transição de 76%.

Os autores concluem que, embora o ensino superior ofereça retornos elevados, os custos iniciais podem ser um entrave significativo. É fundamental que as políticas educativas sejam ajustadas para garantir que todos os jovens tenham a oportunidade de prosseguir os seus estudos. Leia também: “Como o ensino superior impacta a vida profissional dos jovens em Portugal”.

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Fonte: ECO

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