A tecnológica portuguesa Glintt Global anunciou um lucro de 2,2 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 21,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este resultado positivo é impulsionado pela implementação de robôs farmacêuticos e pela adoção de estratégias digitais na Península Ibérica, áreas em que a empresa se especializa.
O volume de negócios consolidado da Glintt Global, com sede em Sintra, aumentou 9% em termos homólogos, atingindo os 36,9 milhões de euros. Embora a maior parte da faturação provenha de Portugal, o mercado internacional, especialmente em Espanha, registou um crescimento superior, com um aumento de 9,7% em comparação com 8,6% no mercado nacional. A estrutura de vendas da empresa divide-se entre vendas, que cresceram 2,8%, e prestação de serviços, que subiu 11,6%.
O relatório financeiro da Glintt Global, divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), destaca que a rubrica de resultados financeiros teve um impacto significativo no crescimento, com uma redução de 47,3% nos encargos financeiros. Esta diminuição é atribuída à descida das taxas Euribor em relação ao primeiro trimestre de 2025 e à melhoria das condições de financiamento.
Por outro lado, o lucro operacional (EBITDA) da Glintt Global caiu de 5,6 milhões de euros para 5,5 milhões de euros, representando uma descida de 4,2%. A margem EBITDA fixou-se em 14,8%, uma diminuição em relação aos 16,8% alcançados em 2024. No final de março de 2026, o rácio de autonomia financeira da empresa situou-se em 44,7%, enquanto a dívida líquida do grupo, liderado por Eduardo Antunes, reduziu-se em seis milhões de euros, totalizando 21 milhões de euros.
A Glintt Global atribui este desempenho a políticas de controlo implementadas que resultaram numa otimização operacional. A diversificação das soluções de financiamento também foi crucial, permitindo a melhoria das condições e, consequentemente, uma otimização dos resultados financeiros.
Em nota paralela, a Glintt Global informou que o acionista José Ribeiro Gomes adquiriu 500 mil ações adicionais da empresa, aumentando a sua participação para 3,1 milhões de ações, o que corresponde a 3,5647% do capital social e dos direitos de voto.
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Fonte: ECO





