A China confirmou a intenção de comprar 200 aviões da Boeing, com a possibilidade de aumentar a encomenda para 750 unidades. Este anúncio foi feito por Donald Trump durante uma visita oficial à China, esta semana. Se concretizado, este será o maior negócio da Boeing no mercado chinês em quase uma década.
Nos últimos anos, a Boeing tem enfrentado dificuldades para entrar no segundo maior mercado mundial de aviação, principalmente devido às tensões políticas entre os Estados Unidos e a China. Entre 2005 e 2017, as compras anuais de aviões por parte da China chegaram a atingir uma média de 127 unidades. Contudo, com o aumento das tensões, o país tem optado por adquirir mais aviões da Airbus, fabricante europeu.
Os modelos que estão na mira da China são os Boeing 777 e 737. Donald Trump descreveu-os como “grandes e lindos aviões”, de acordo com a agência Reuters. O valor estimado do contrato para a compra de 200 aviões oscila entre 17 e 19 mil milhões de dólares, segundo a consultora IBA. Caso a China decida adquirir modelos maiores, o valor do negócio poderá chegar aos 25 mil milhões de dólares.
Se a encomenda ultrapassar as 500 unidades, poderá tornar-se uma das maiores da história da aviação, superando a encomenda de 500 aviões feita pela IndiGo à Airbus. A expectativa é que a compra seja destinada às três principais companhias aéreas estatais da China.
Apesar do entusiasmo em torno do anúncio, alguns analistas consideram que a encomenda poderia ter sido maior. Os investidores reagiram de forma negativa, com as ações da Boeing a caírem quase 4% na sessão de sexta-feira. A visita do presidente chinês a Washington, prevista para setembro, poderá trazer mais novidades sobre este negócio.
Entretanto, surgem críticas em relação a esta compra, uma vez que os Estados Unidos têm ameaçado impor restrições às exportações de componentes para a aviação. Li Hamning, analista de aviação, alertou que “a razão pela qual a China não estava a comprar era simples: ninguém quer adquirir algo sem garantias de manutenção e apoio. Se os EUA impuserem embargos, quem se arrisca a comprar à Boeing?”.
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Fonte: Sapo





