Desaceleração da economia chinesa em abril levanta preocupações

A economia chinesa enfrenta sinais preocupantes de desaceleração, conforme revelam os dados de abril sobre a produção industrial e as vendas a retalho. Apesar de uma ligeira melhoria nas exportações, os números apresentados indicam um abrandamento significativo, o que poderá impactar o crescimento no segundo trimestre de 2023.

A produção industrial na China registou uma desaceleração acentuada, passando de um crescimento de 5,7% em março para apenas 4,1% em abril. Este é o valor mais baixo desde julho de 2023 e ficou aquém das previsões do mercado, que esperavam um aumento de 5,9%. No que diz respeito às vendas a retalho, a situação é ainda mais preocupante, com um crescimento de apenas 0,2% em abril, comparado com 1,7% em março. Esta é a evolução mais fraca deste indicador desde dezembro de 2022.

Fu Linghui, economista-chefe do Gabinete Nacional de Estatísticas da China, descreveu o ambiente internacional como “complexo e severo”, o que torna a recuperação económica mais difícil. A crise no Médio Oriente e o choque energético subsequente têm afetado tanto consumidores como produtores chineses.

Os analistas do banco ING destacam que a fraqueza na produção industrial foi surpreendente, especialmente considerando o impulso que as exportações tinham proporcionado nos meses anteriores. Apesar da desaceleração, as exportações de automóveis, navios e componentes eletrónicos registaram aumentos significativos, com crescimentos de 9,2%, 8,2% e 15,6%, respetivamente. No entanto, categorias ligadas ao mercado interno, como cimento, vidro e aço, apresentaram resultados negativos, com quedas de 10,8%, 7,9% e 1,7%.

Além disso, o investimento na formação bruta de capital fixo também recuou, com uma diminuição de 1,6% em termos homólogos nos primeiros quatro meses de 2023. Este recuo é atribuído à incerteza global, à crise imobiliária e a fortes cheias no Sul da China, que têm condicionado a atividade económica.

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Os preços das casas continuam a cair, com uma descida de 0,19% nas novas habitações e 0,23% nas casas em segunda mão nas 70 maiores cidades do país. As vendas de automóveis também apresentam um panorama desolador, com uma queda de 15,3% em termos homólogos, marcando o nono mês consecutivo de recuo. As vendas de eletrodomésticos e de mobília seguiram uma tendência semelhante, com quedas de 15,1% e 10,4%, enquanto as vendas de bebidas e tabaco aumentaram 3,6% e 11,7%, respetivamente.

No geral, estes dados sugerem que a desaceleração económica na China poderá ser mais pronunciada do que se esperava, levantando a possibilidade de que sejam necessários mais estímulos para estabilizar a componente doméstica. Apesar de um primeiro trimestre forte e da resistência das exportações, a economia chinesa poderá não atingir o seu objetivo de crescimento entre 4,5% e 5% para este ano.

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A situação é ainda mais complexa com o índice de preços no produtor e a inflação, excluindo alimentos, a atingirem máximos de 45 meses, o que aumenta a probabilidade de uma reflação na economia chinesa.

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Fonte: Sapo

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