Imigrantes geram mais de metade dos novos empregos na Zona Euro

Desde o final de 2019, a Zona Euro criou mais de 7,8 milhões de novos postos de trabalho, totalizando 173 milhões de trabalhadores em meados de 2025. Este crescimento é notável, especialmente quando comparado com a tendência dos dez anos anteriores, que previa apenas 167 milhões de trabalhadores. O que está a impulsionar este aumento não são apenas os jovens a entrar no mercado, mas também os trabalhadores mais velhos que permanecem ativos e os imigrantes que chegam à Europa em busca de oportunidades.

Um estudo recente do Banco Central Europeu (BCE), realizado por economistas como Agostino Consolo e António Dias da Silva, revela que tanto os trabalhadores mais velhos como os imigrantes têm sido cruciais para a expansão da força de trabalho na Zona Euro. A presença de trabalhadores com 65 anos ou mais representa apenas 3% da força de trabalho na Europa, em comparação com 7% nos EUA e 14% no Japão, indicando um potencial ainda por explorar.

Os dados mostram que a participação de trabalhadores entre os 55 e os 74 anos cresceu 20,2% entre 2019 e 2025, com a sua taxa de participação no mercado de emprego a aumentar de 40,3% para 44,9%. Apesar do envelhecimento demográfico ser frequentemente visto como uma ameaça, os economistas do BCE argumentam que não resultou numa diminuição proporcional da força de trabalho.

A imigração tem sido uma força motriz significativa, com trabalhadores estrangeiros a representar apenas 8% da força de trabalho em 2021, mas responsáveis por mais de metade do crescimento do mercado laboral nos últimos quatro anos. Este aumento foi impulsionado pela chegada de ucranianos e cidadãos da América Latina, que preencheram lacunas em setores com escassez de mão-de-obra, sem deslocar trabalhadores nacionais.

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Em Portugal, a situação é semelhante. Entre 2010 e 2024, cerca de 1,4 milhões de imigrantes entraram no país, com 1,2 milhões a chegar desde 2018. Os trabalhadores estrangeiros têm estado majoritariamente empregados e recebem pouco subsídio de desemprego, o que demonstra a sua contribuição positiva para a economia.

Contudo, os investigadores alertam para o desafio da sobrequalificação, com 40% dos imigrantes não comunitários a ocuparem funções que não correspondem ao seu nível de formação. Esta má alocação de talento pode ser um obstáculo à produtividade.

O mercado de trabalho europeu está a passar por uma transformação, onde a taxa de desemprego já não é um indicador tão fiável do estado da economia. A presença crescente de trabalhadores mais velhos tem contribuído para a redução da taxa de desemprego, mas também torna o mercado menos dinâmico. Isso pode afetar a capacidade da economia da Zona Euro de se ajustar a mudanças e choques.

Os investigadores do BCE concluem que, sem a imigração e sem inovações tecnológicas, a Europa poderá enfrentar dificuldades em manter o seu modelo de crescimento. A questão não é apenas se a Europa precisa de imigrantes e de trabalhadores mais velhos, mas sim se conseguirá integrá-los de forma eficaz.

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Fonte: ECO

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