Crédito à habitação cresce 34% em março, totalizando quase 3 mil milhões

O crédito à habitação em Portugal registou um crescimento significativo em março, alcançando quase 3 mil milhões de euros em novos contratos. Este aumento de 34% em relação ao mês anterior reflete um cenário económico favorável, caracterizado pela descida das taxas de juro e uma valorização contínua do mercado imobiliário.

De acordo com o último barómetro da Simplefy, os novos contratos de crédito à habitação totalizaram 2.951 milhões de euros em março de 2026. Excluindo as renegociações, o montante fixou-se em 2.232 milhões de euros, o que indica que a procura por novos créditos está a impulsionar este crescimento, em vez de ser apenas uma consequência da revisão de contratos existentes.

A taxa de juro média para o crédito à habitação desceu para 2,81%, o nível mais baixo desde o início do ciclo de ajustamento em 2023. Esta descida acompanha a tendência da Euribor e a estabilização da política monetária do Banco Central Europeu, o que tem contribuído para a acessibilidade do crédito à habitação.

O relatório da Simplefy também revela uma mudança nas preferências das famílias. Em março, 81,24% das novas operações de crédito à habitação foram realizadas com taxa mista, um valor recorde. Em contrapartida, a taxa variável caiu para 16,82%, enquanto a taxa fixa atingiu mínimos históricos de 1,93%. Apesar do aumento das renegociações, que representam agora 24,36% do total das operações, o mercado mantém uma leitura positiva, interpretando este aumento como um ajuste pontual.

No contexto macroeconómico, os indicadores reforçam a recuperação. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3% em termos homólogos, o crescimento mais elevado desde 2022, enquanto a inflação se manteve estável em 2,19%. No mercado imobiliário, a avaliação bancária atingiu um novo máximo histórico, fixando-se em 2.151 euros por metro quadrado em março, uma subida homóloga superior a 16%. Este aumento reflete a pressão da procura sobre uma oferta que continua a ser considerada limitada.

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Os dados trimestrais mais recentes indicam que o montante médio das transações imobiliárias subiu para 250 mil euros no final de 2025, consolidando a valorização do setor residencial. Para a Simplefy, os atuais indicadores apontam para um mercado de crédito à habitação “mais equilibrado, mas ainda muito dinâmico”, sustentado pela descida gradual dos custos de financiamento e pela contínua procura das famílias.

Leia também: O impacto das taxas de juro no mercado imobiliário.

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Fonte: Sapo

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