Porta-drones da Marinha Portuguesa chega em abril de 2027

O futuro porta-drones da Marinha Portuguesa, designado NRP D. João II, tem agora uma nova data de entrega: abril de 2027. Inicialmente, a entrega estava prevista para o último semestre de 2026, mas a Marinha confirmou que o estaleiro Damen Shipyards Group, na Roménia, irá concluir a construção do navio nesse novo prazo. A 30 de junho, a Marinha recebeu o Certificado de Conclusão da construção, um passo importante que assegura o cumprimento dos compromissos de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, que incluiu um investimento de 94,5 milhões de euros de um total estimado de 132 milhões.

Este certificado foi emitido pelo Lloyd’s Register Group Limited, uma entidade independente que supervisiona a construção do navio. A Marinha Portuguesa detalhou que a construção foi realizada de acordo com os requisitos técnicos e regulamentares aplicáveis. Além disso, o cumprimento das metas do Plano de Recuperação e Resiliência garante a elegibilidade do projeto para o financiamento necessário.

A entrega formal do porta-drones à Marinha está prevista para abril de 2027, momento em que começará a fase de integração operacional. A Marinha explicou que a nova data de entrega está alinhada com a chegada do navio a Portugal. Neste momento, o NRP D. João II encontra-se na fase de comissionamento dos sistemas e equipamentos, formação da guarnição e realização de provas de mar, que são cruciais antes da viagem até Lisboa.

O NRP D. João II é um navio único na Europa, com um comprimento total de 107,6 metros, projetado para operar veículos aéreos, terrestres e submarinos. Este porta-drones permitirá a realização de missões científicas e a recolha e transmissão de dados sobre o mar português. O navio tem uma autonomia de até 45 dias, o que lhe permite operar longos períodos sem apoio logístico próximo. A sua capacidade de alojamento é notável, com espaço para 48 membros da guarnição e até 42 cientistas e operadores de sistemas não tripulados, totalizando cerca de 100 pessoas.

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Além das suas funções científicas, o porta-drones está preparado para desempenhar missões de segurança, como assistência em caso de catástrofes, busca e salvamento no mar, e vigilância e fiscalização no mar português. A Marinha já indicou que a vigilância dos cabos submarinos será uma das suas principais missões.

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Fonte: ECO

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