A Associação Avenida expressou, através de uma carta aberta, a sua preocupação com as dificuldades enfrentadas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Esta organização, que representa mais de 150 associados dos setores do comércio, hotelaria, restauração, cultura e serviços da Avenida da Liberdade, alerta que os longos tempos de espera e a pressão sobre as infraestruturas estão a impactar negativamente visitantes, empresas e a economia ligada ao turismo.
Na carta, divulgada nas redes sociais, a associação, agora liderada por Eric van Leuven, refere que tem recebido cada vez mais relatos de turistas e investidores que enfrentam longas filas nos controlos de fronteira, dificuldades operacionais e uma experiência de chegada que consideram desorganizada. A situação, segundo a direção da Associação Avenida, compromete a reputação internacional de Portugal e a competitividade turística de Lisboa.
O impacto é sentido não apenas na satisfação dos visitantes, mas também na capacidade de atrair investimento estrangeiro e no desempenho de setores como o comércio, hotelaria e restauração. “É difícil conciliar o investimento na promoção externa de Portugal com uma experiência de entrada que não corresponde aos padrões de qualidade esperados”, pode ler-se na carta.
A associação recorda que Portugal, ao longo da última década, consolidou a sua posição como um destino turístico e cultural de referência. Lisboa e a Avenida da Liberdade têm sido palco de marcas globais, hotelaria de renome e eventos como o Avenida Open Week e o Jazz in Avenida. Para resolver a situação, a entidade propõe um conjunto de medidas prioritárias, incluindo o reforço de recursos humanos nos controlos fronteiriços, a modernização tecnológica e a melhoria da coordenação operacional nos aeroportos.
“A Associação Avenida acredita no potencial de Lisboa e de Portugal como destinos de excelência, reconhecidos pela sua hospitalidade e cultura. Proteger esse posicionamento exige ação e compromisso”, conclui a carta.
Recentemente, um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou as longas filas de passageiros no Aeroporto de Lisboa, evidenciando os problemas também na saída do país. O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou que é necessário suspender o controlo eletrónico no aeroporto para evitar as filas que têm causado perturbações nos últimos dias. O autarca destacou que o novo sistema de controlo está a causar grandes problemas, com passageiros a esperar horas.
A associação que representa as companhias aéreas em Portugal está a trabalhar, em conjunto com entidades europeias, para sensibilizar Bruxelas sobre a necessidade de suspender a obrigatoriedade de recolha de dados biométricos, mantendo apenas o controlo de passaportes.
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Fonte: ECO





