Angela Merkel e Mario Draghi, duas figuras proeminentes da política europeia, estão a ser considerados para representar a União Europeia nas negociações de paz para a Ucrânia. Ambos têm um histórico significativo em momentos de crise na Europa, com Merkel a liderar a Alemanha durante a crise do euro e Draghi a dirigir o Banco Central Europeu (BCE) durante a crise das dívidas soberanas, além de ter sido primeiro-ministro de Itália.
A informação foi avançada pelo “Financial Times” esta quarta-feira, revelando que a Europa está a preparar uma nova abordagem nas negociações de paz. Esta estratégia inclui a possibilidade de dialogar diretamente com o presidente russo, Vladimir Putin, na esperança de forjar um acordo que possa trazer estabilidade à região.
Nos últimos tempos, Donald Trump havia mostrado interesse em estabelecer um acordo de paz, mas a complexidade dos conflitos em que os Estados Unidos estão envolvidos, incluindo o mais recente no Irão, tem limitado a sua capacidade de se concentrar neste tema. Desde a invasão da Ucrânia em 2022, Bruxelas suspendeu as comunicações formais com o Kremlin, o que tem dificultado o avanço nas negociações de paz.
A falta de progressos nas conversações lideradas pelos EUA, com a Ucrânia a rejeitar as reivindicações territoriais da Rússia, deixou a Europa numa posição vulnerável. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou recentemente que os líderes da UE estão a preparar-se para potenciais conversações com Putin, o que poderá abrir novas portas para as negociações de paz.
Além de Merkel e Draghi, o presidente finlandês, Alexander Stubb, também foi mencionado como uma possível figura nas negociações. A escolha de representantes com experiência e credibilidade é crucial para a União Europeia, que busca uma solução duradoura para o conflito.
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Fonte: Sapo





