Mudanças nos seguros de saúde: o cliente como protagonista

O setor dos seguros de saúde está a passar por uma transformação significativa, e, segundo José Pedro Inácio, CEO da Advance Care, essa mudança é impulsionada pelo próprio cliente. Durante o Seguros Summit 2026, realizado em Lisboa, Inácio sublinhou que, atualmente, os clientes têm acesso a mais informação do que nunca e, muitas vezes, já chegam aos especialistas com diagnósticos pré-estabelecidos. “A questão é saber o que estamos a fazer para ajudar o cliente nessa jornada”, afirmou, destacando a necessidade de uma gestão ativa por parte das seguradoras.

O envelhecimento da população portuguesa, que se acelerou nos últimos 20 anos, está a moldar o mercado dos seguros. Inácio explicou que a abordagem está a mudar, passando de uma visão reativa, que atua após o problema, para uma gestão proativa que antecipa necessidades e promove a prevenção. “Estamos a fazer pouco ainda na prevenção precoce”, lamentou, enfatizando que é crucial que as seguradoras desenvolvam soluções que incentivem a saúde preventiva.

Um exemplo prático que Inácio trouxe foi o de um paciente diabético. Se este receber uma intervenção precoce, a seguradora poderá enfrentar custos significativamente menores. “Uso a palavra cliente porque queremos trabalhar com ele antes de passar a doente”, disse, reforçando a importância do conhecimento clínico no setor.

Ana Pinto, Efficiency Architect na Askblue, concordou com a visão de Inácio e destacou três pontos essenciais para a evolução do setor. Primeiro, a velocidade da resposta, já que os clientes exigem respostas rápidas e eficientes, algo que deve ser facilitado pela tecnologia. Em segundo lugar, a experiência do cliente, que deve ser uniforme em todos os setores, incluindo os seguros. Por último, a personalização, que deve ser baseada em dados, é fundamental para diferenciar as seguradoras.

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A questão que se coloca é se as organizações estão preparadas para lidar com a vasta quantidade de informação disponível. Ana Pinto sublinhou a importância de integrar a Inteligência Artificial (IA) no processo, afirmando que é necessário aprender e aplicar essa tecnologia de forma eficaz. Ela defendeu que todos os intervenientes no setor, desde mediadores a prestadores de serviços, devem proporcionar uma experiência coesa ao cliente, criando uma “jornada única”. “Se marco uma consulta, deve estar automaticamente na minha agenda”, exemplificou, referindo-se à necessidade de uma verdadeira experiência “Wow”.

Quanto ao futuro, Ana Pinto acredita que, em três anos, essas jornadas “Wow” poderão ser uma realidade, com um ecossistema de saúde que as suporte. José Pedro Inácio também se mostrou otimista, afirmando que em breve será possível acompanhar o cliente “de fio a pavio” ao longo de toda a sua jornada de saúde.

Leia também: A importância da tecnologia na transformação dos seguros de saúde.

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Fonte: Sapo

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