O preço do cabaz alimentar, monitorizado pela Deco Proteste, registou uma descida esta semana, fixando-se em 258,83 euros. Esta é a segunda semana consecutiva em que o valor do cabaz alimentar diminui, com uma redução de 1,58 euros em relação à semana anterior. Este é um sinal positivo para os consumidores, que, no início do ano, gastavam 17 euros a mais para adquirir os mesmos 63 produtos.
Comparando com o ano passado, a diferença é ainda mais significativa, uma vez que os consumidores pagavam 20,38 euros a mais pelo mesmo cabaz alimentar. Esta evolução mostra uma tendência de redução que pode beneficiar as famílias portuguesas, especialmente em tempos de inflação elevada.
Entre os produtos que mais aumentaram de preço na última semana, de 13 a 20 de maio, destacam-se a pescada fresca, que subiu 16%, passando a custar 11,94 euros, o fiambre perna extra fatiado embalado, com um aumento de 12% para 2,59 euros por quilo, e o café torrado moído, que viu um acréscimo de 10%, fixando-se em 4,98 euros.
Analisando o cenário em relação ao ano passado, as subidas mais acentuadas foram observadas na couve-coração, que aumentou 50%, na curgete, com um aumento de 37%, e nos brócolos, que subiram 33%. Estes dados revelam que, apesar da descida recente, o preço de alguns produtos continua a ser uma preocupação para os consumidores.
Desde que a Deco Proteste começou a monitorizar o cabaz alimentar em janeiro de 2022, a situação tem sido alarmante. Na altura, era possível adquirir os mesmos 63 produtos por menos 71,13 euros, o que representa uma diferença de 37,90 euros em relação aos preços atuais. Os maiores aumentos percentuais desde então foram verificados na carne de novilho para cozer, que subiu 128%, na couve-coração, com um aumento de 91%, e nos ovos, que registaram uma subida de 84%.
A análise do cabaz alimentar é crucial para entender a evolução dos preços e o impacto que estes têm no orçamento das famílias. Com a recente descida, os consumidores podem sentir um alívio temporário, mas a vigilância sobre os preços continua a ser necessária. Leia também: A evolução dos preços dos alimentos em Portugal.
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Fonte: ECO





