Um recente estudo intitulado “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon em parceria com o Doutor Finanças, revela que os portugueses estão a optar principalmente por PPR e fundos de investimento para preparar a reforma. Cerca de 30% dos inquiridos indicaram estas soluções como as suas preferidas. Os depósitos a prazo seguem de perto, com 27% das respostas, refletindo uma clara preferência por produtos que garantem o capital, mesmo que a rentabilidade a longo prazo seja reduzida.
Apesar de a maioria dos participantes expressar preocupações sobre a insuficiência da pensão de reforma para manter o seu estilo de vida, 26% dos inquiridos admitiram não utilizar qualquer produto de poupança para se prepararem para esta fase da vida. Esta situação evidencia a necessidade de uma maior literacia financeira entre a população.
Quando questionados sobre investimentos em ações, apenas 17% dos inquiridos afirmaram estar ativos no mercado bolsista, enquanto a mesma percentagem investe em imóveis. Embora existam pessoas que buscam alternativas de poupança com maior potencial de retorno, a tendência não é uniforme entre os géneros. Apenas 11% dos homens investem na bolsa, comparado com 6% das mulheres. No que diz respeito ao investimento imobiliário, 10% dos homens e 7% das mulheres optam por esta solução.
É interessante notar que, quando se trata de produtos mais tradicionais como PPR, fundos e depósitos a prazo, as diferenças entre homens e mulheres praticamente desaparecem.
Embora um terço dos inquiridos afirme poupar mensalmente, há uma parte significativa que apenas o faz ocasionalmente ou anualmente. Apenas 24% dos participantes indicaram que canalizam mais de 10% do seu rendimento para a poupança, enquanto 67% poupam menos desse valor ou não poupam de todo.
Adicionalmente, o estudo revela que 40% dos inquiridos não se sentem preparados para tomar decisões financeiras de forma autónoma. Este dado reforça a ideia de que muitos portugueses carecem de orientação na gestão das suas finanças pessoais. De facto, quase metade dos inquiridos (49%) expressou interesse em receber aconselhamento financeiro gratuito para planear a sua reforma.
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Ficha técnica: O inquérito foi realizado pelo CEA – Universidade Católica Portuguesa em colaboração com o Doutor Finanças, entre 25 de fevereiro e 12 de março de 2026. O universo-alvo incluiu indivíduos com 18 ou mais anos residentes em Portugal, selecionados aleatoriamente. A taxa de resposta foi de 15%, com uma margem de erro de 4% e um nível de confiança de 95%.
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Fonte: Doutor Finanças





